"Bridgerton": autora impõe condição para mudança em romance; entenda

Julia Quinn concedeu entrevista à CNN Brasil e comentou as mudanças que serão feitas na adaptação do romance de Francesca em série da Netflix

Rebeca D'Angelo, da CNN Brasil
Compartilhar matéria

Em entrevista à CNN Brasil, a autora Julia Quinn, 56, comentou as mudanças que serão feitas na adaptação do romance de Francesca Bridgerton (Hannah Dodd) para a quinta temporada de "Bridgerton", da Netflix. Ela revelou que a proposta partiu dos produtores e que, ao ouvi-la, estabeleceu uma condição sobre o que considera indispensável para a história.

A condição imposta pela autora estava ligada à essência emocional do livro. Para Quinn, era fundamental que o público entendesse a profundidade do amor de Francesca por John antes de qualquer nova história começar. 

"No livro, os temas principais são duas pessoas lidando com o luto, a perda e a culpa, porque elas se sentem muito culpadas por se apaixonarem uma pela outra", explicou. "Então eu disse que é muito essencial para mim que a gente garanta que o público da TV saiba o quanto a Francesca amava o John. E eu acho que isso vai deixar a temporada ainda mais incrível", completou. 

A quinta temporada marcará a primeira vez que um casal protagonista da série faz parte da comunidade LGBTQIA+. Francesca, que ficou viúva de John Stirling (Victor Alli) na quarta temporada, se apaixonará por Michaela Stirling (Masali Baduza), prima do falecido conde. No livro original de Julia, "O Conde Enfeitiçado", o interesse amoroso da personagem é um homem, Michael Stirling.

Diversidade nas histórias 

A série já havia se distanciado dos livros originais em outras ocasiões, como ao apresentar um elenco multirracial e ao abordar a bissexualidade de Benedict Bridgerton (Luke Thompson) na terceira temporada. Para Quinn, a abertura para histórias mais diversas é algo que também passou a fazer parte do seu processo como escritora. Nos livros, Quinn reconheceu que as histórias não são tão diversas assim e que foi a parceria com a produção da Netflix que impulsionou essa expansão. 

Ao refletir sobre o processo, a autora contou que, no início, tinha cautela: não queria suavizar o passado nem ignorar os aspectos mais sombrios da época retratada na série. Com o tempo, porém, foi entendendo que há espaço para histórias leves e com finais felizes em romances de época. 

"Uma das coisas mais bonitas de Bridgerton, como série, é que muitas pessoas conseguem se ver na história. E isso é muito importante, poder se enxergar em uma história com final feliz. Não apenas histórias sobre as dificuldades de ser gay ou de não ser branco, mas histórias que dizem: você também pode ter um final feliz. Se isso puder alcançar milhões de pessoas, eu acho maravilhoso", disse à CNN Brasil.

Quinn disse ainda se sentir honrada pelo fato de Shonda Rhimes e a equipe da Shondaland terem escolhido seu trabalho para desenvolver esse tipo de série. 

Ainda sem data oficial, a estimativa dos fãs é que a continuação da história chegue à plataforma de streaming em 2028.

Conheça os irmãos de "Bridgerton" que ditam as histórias de Julia Quinn:

 

Acompanhe Entretenimento nas Redes Sociais