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    Casamento às Cegas: estilista conta bastidores nas escolhas dos vestidos

    À CNN, Lívia Colucci, do ateliê WhiteHall, em São Paulo, detalha dinâmica das gravações do experimento

    Camila Queiroz apresenta o reality Casamento às Cegas Brasil
    Camila Queiroz apresenta o reality Casamento às Cegas Brasil Instagram/Camila Queiroz

    Caroline Ferreirada CNN

    Indo além de uma resposta positiva no altar, outro momento muito aguardado pelo público que acompanha o reality “Casamento às Cegas”, da Netflix, é a prova e escolha do vestido de noiva.

    A estilista Lívia Colucci, que assina a produção das peças feitas em seu ateliê WhiteHall, em São Paulo, falou com exclusividade à CNN sobre detalhes dos bastidores das gravações.

     

    “Essa é a minha segunda participação no experimento. Eu fiz a terceira temporada e fui convidada para essa novamente. É uma experiência maravilhosa”, conta.

    “Eu trabalho ali, com tudo escondido, com o vestido de noiva, que é uma obra de arte com sonhos em cada linha, em cada detalhe, em cada pedacinho. Tudo é pensado para aquela noiva”, acrescenta.

    Lívia Colucci durante as gravações de Casamento às Cegas
    Lívia Colucci durante as gravações de Casamento às Cegas / Lívia Colucci/Arquivo Pessoal

    Segundo Colucci, a escolha do vestido começa a partir do momento em que as participantes dizem sim ao pedido de casamento. “A equipe da Netflix manda para gente quem são as meninas, passam o Instagram, a gente bate um papo e brinco que começo a stalkear”, explica.

    “Vou atrás delas, entendo um pouco dos perfis, o que elas gostam e como se imaginam. Mas o mais importante é ter esse olhar pelas redes sociais, que trazem as personalidades individuais”, diz.

    Depois desse primeiro momento, as opções são selecionadas e, junto à produção do experimento, são escolhidos dois modelos por noiva: no entanto, elas não sabem quais são. “Então é tudo às cegas mesmo”.

    “A gente escolhe esses modelos pensando em cada uma delas. Mas na hora em que elas vão provar, as coisas podem mudar. Uma pode gostar do vestido que foi pensado para a outra, mas ninguém sabe qual foi pensado para quem”, entrega.

    Lívia também afirma que as participantes podem provar o vestido que quiserem, sendo que, de fato, a mesma peça só pode ser usada uma única vez. “Não tem a possibilidade de usar o mesmo. Caso aconteça, precisamos pensar em algumas estratégias.”

    Lívia Colucci com Camila Queiroz nas gravações do reality
    Lívia Colucci com Camila Queiroz nas gravações do reality / Lívia Colucci/Arquivo Pessoal

    E se a noiva de Casamento às Cegas não gostar de nenhum vestido?

    Na 4ª temporada, a reação da bancária Marília Pinheiro, 37, ao provar o primeiro vestido chamou a atenção dos internautas. Em cena, a participante ficou alterada ao se ver no espelho, não escondendo o descontentamento com a primeira peça experimentada.

    Lívia conta que, de fato, a cena gerou burburinho nas redes sociais, mas que já tinha em mente que ela não iria gostar, justamente por ser um modelo com mais volume e drapeado. “Ela realmente não gostou. Mas, na verdade, não era um vestido pensado para ela, era para outra participante, mas na hora que ela olhou, passou a imaginar aquela história”, explica.

    Apesar da cena, Colucci afirma não ter se abalado. “Eu levo tudo muito tranquilamente. Tem muitas coisas que a gente traz ali naquela história, naquele momento, na escolha. Eu acho que faz parte do processo, é normal, e estava tudo bem. Tinha certeza de que daria certo no final”, garante.

    “Aliás, o vestido que ela escolheu mesmo era o vestido que a gente tinha pensado para ela”, continua. “Então, de fato, foi o que ela gostou e ficou linda.”

    Mudanças e adaptações?

    Sempre que necessário, segundo Lívia, as peças passam por adaptações. “Dependendo do modelo, a gente consegue adaptar para a noiva. Em alguns casos, a gente constrói uma nova peça. Mas, basicamente, é o que ela escolheu”, explica.

    Inclusive, caso alguém goste de alguma peça que está no programa, o ateliê, localizado nos Jardins, na capital paulista, também produz sob medida. “A gente consegue fazer. É só entrar em contato, a gente marca o horário e reproduz a mesma peça”, finaliza.

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