Caso Diddy: júri diz que chegou a um veredito de 4 das 5 acusações

Júri começou a deliberar o veredito do rapper na segunda-feira (30)

Ana Beatriz Dias, da CNN
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O julgamento do rapper Sean "Diddy" Combs se aproxima cada vez mais de sua reta final. Nesta terça-feira (1º), o júri disse que chegou a um veredito sobre algumas das acusações que o magnata enfrenta.

Em um dos julgamentos criminais mais acompanhados da década, Combs enfrenta cinco acusações: uma de conspiração para extorsão, duas de tráfico sexual e duas de transporte para prostituição.

Em nota enviada ao tribunal, o grupo de 12 jurados mencionou que “chegamos a um veredito sobre as acusações 2, 3, 4 e 5. Não podemos chegar a um veredito sobre a acusação 1, pois temos jurados com opiniões incontestáveis ​​de ambos os lados”.

Veja aqui as cinco acusações contra Combs:

Contagem 1: Conspiração de extorsão
Contagem 2: Tráfico sexual por força, fraude ou coerção – refere-se à Vítima 1 (Cassie Ventura)
Contagem 3: Transporte para se envolver em prostituição – refere-se à Vítima 1 (Cassie Ventura) e às trabalhadoras do sexo comercial
Contagem 4: Tráfico sexual por força, fraude ou coerção – refere-se à Vítima 2 (“Jane”)
Contagem 5: Transporte para se envolver em prostituição – refere-se à Vítima 2 (“Jane”) e às trabalhadoras do sexo comercial

Se condenado pelas acusações mais graves, Combs poderá pegar prisão perpétua e uma pena mínima de 15 anos.

Entenda por que a acusação de conspiração para extorsão é a mais complexa

O maior desafio dos promotores provavelmente será garantir uma condenação pela acusação de conspiração para extorsão, concordaram os especialistas, citando sua complexidade e a novidade de sua aplicação no caso Combs.

A acusação decorre da Lei de Organizações Corruptas e Influenciadas por Extorsão dos EUA que foi criada para processar o crime organizado, como a máfia. Qualquer caso de extorsão se concentra em uma suposta "empresa", ou seja, um grupo de pessoas envolvidas na suposta má conduta.

Para garantir a condenação, os promotores precisam provar que Combs e pelo menos uma outra pessoa cometeram pelo menos dois crimes conhecidos como "atos antecedentes" em um prazo de 10 anos para promover a empreitada.

Eles buscaram especificamente comprovar o transporte para fins de prostituição, adulteração de testemunhas, suborno, trabalho forçado e crimes relacionados a drogas, mas nesta quarta-feira (25) indicaram que não alegariam tentativa de incêndio criminoso e tentativa de sequestro, de acordo com uma carta que os promotores enviaram ao juiz.

Combs foi acusado sozinho, apesar dos promotores alegarem que a empresa incluía Combs e membros de seu círculo íntimo, incluindo seus guarda-costas e funcionários de alto escalão.

Na verdade, os jurados não ouviram diretamente muitas dessas pessoas — e essa será "uma das maiores batalhas difíceis para esta acusação em particular", disse a âncora da CNN e analista jurídica chefe Laura Coates.

Após a informação compartilhada pelo júri nesta terça (1º), tanto a acusação, quanto a defesa demonstraram interesse de que o juiz pressione o júri a continuar deliberando.

O advogado de Sean “Diddy” Combs, Marc Agnifilo, disse que a defesa gostaria que o juiz trouxesse o júri para instruí-los a continuar deliberando. Eles vão trabalhar na redação dessa instrução.

*Com informações de CNN Internacional

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