Cria do Salgueiro, Rebecca diz que posto de musa "não é só desfilar bonita"
Nascida e criado no Morro São João, no Rio, a artista ocupa o posto na vermelha e branca desde 2020

Nascida e criada no Morro São João, no Engenho Novo, no Rio de Janeiro, desde a infância, Rebecca, 27, esteve cercada pelo som do samba e pelo ritmo da comunidade. Ainda criança, acompanhava a avô até a quadra do Salgueiro e ingressou na ala de passistas mirins da agremiação, dando os primeiros passos que moldariam sua história no carnaval carioca.
Com dedicação e talento, rapidamente se destacou e, em 2016, conquistou o cargo de Rainhas das Passistas, posição que ocupou até 2019. Após investir na carreira musical, a cantora retornou à escola em 2022, como musa, posto que ocupa até hoje e que, de tempos em tempos, gera polêmica nas redes sociais.
"O Salgueiro sempre foi minha casa. Cada desfile, cada ensaio, me ensinou disciplina, amor pelo samba e orgulho de onde venho", conta à CNN.
Para ela, ocupar esse lugar vai além da realização pessoal. É também uma forma de representar meninas da periferia e inspirar novas gerações. "Quero que as meninas da comunidade vejam que é possível sonhar grande e ocupar espaços de destaque, sim, mesmo vindo de onde viemos. Cada conquista nossa é uma vitória delas", acrescenta.
Na contagem regressiva para o desfile de 2026, onde a vermelha e branca leva uma homenagem a carnavalesca Rosa Magalhães para a Marquês de Sapucaí, a preparação segue intensa. Entre ensaios de samba no pé, treinos físicos e estudo do enredo, a musa se dedica para brilhar na avenida.
"Ser musa não é só desfilar bonita. É viver cada batida do surdo, cada passo, com paixão e entrega. É representar a história da escola, da nossa comunidade e mostrar que o lugar da mulher na avenida é de protagonismo", completa.
"Cada desfile é único e emocionante. Vou dar tudo de mim, levando comigo a alegria, a força e a representatividade da comunidade que acreditou em mim desde o início", concluiu.


