Danielle se pronuncia pela primeira vez após saída do NewJeans

Cantora fala sobre a expulsão do grupo e a briga judicial com a empresa gerenciadora

Fernanda Garcia, colaboração para a CNN Brasil
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Daneille Marsh, 20, publicou um vídeo no canal próprio do YouTube nesta segunda-feira (12) falando pela primeira vez sobre a expulsão que sofreu do NewJeans, por parte da empresa gerenciadora, a Ador.

Além disso, também criou uma conta pessoal no Instagram e deixa mensagens aos fãs do grupo.

A artista agradeceu o apoio que recebeu durante o período de afastamento e falou sobre as mudanças que viveu nos últimos meses, de forma emocionada.

Além disso, afirmou que lutou até o fim para permanecer no grupo e ressaltou o vínculo que ainda mantém com as demais integrantes.

“Lutei até o fim para permanecer junto das integrantes, e essa verdade permanece comigo. Uma parte do meu coração sempre terá o NewJeans”, conta Danielle, reforçando que não vê a situação como um fim definitivo: “Isso não é o fim. É o começo”.

Com isso, conta que o período de afastamento foi um momento de reflexão pessoal, no qual viajou, se afastou da fama e buscou se reconectar consigo mesma. Ainda disse que as mensagens e cartas dos fãs tiveram um papel imprescindível para que passasse por esse momento.

Entenda tudo sobre o caso do NewJeans.

Relembre o caso

Em novembro de 2024, as integrantes do NewJeans abriram uma live e expuseram para seus fãs as situações desfavoráveis que viviam na empresa. Ainda no mesmo mês, fizeram uma coletiva de imprensa de emergência, declarando o fim das atividades das integrantes pela empresa e alegando que os problemas que tinham solicitado correção à agência não teriam sido solucionados.

Entre os pedidos, exigiram a reintegração da ex-CEO da Ador, Min Hee Jin, que foi destituída do cargo em agosto de 2024 após um conflito com a Hybe, empresa matriz.

Em fevereiro deste ano, as integrantes abriram contas pessoais no Instagram (o que é proibido mediante contrato) e anunciaram um novo nome para o grupo: NJZ, prontas para iniciarem suas atividades independentemente. Em março, o grupo inicial teve uma pausa em decorrência de uma decisão judicial, após a denúncia de assédio moral e exigência de quebra de contrato por parte das integrantes.

Sete meses depois, em outubro, a Justiça sul-coreana decidiu pela não aceitação das alegações do quinteto sobre a denúncia de assédio moral em local de trabalho, contra um gerente da empresa que teria feito comentários ofensivos a uma das integrantes, Hanni.

“Com base apenas nas provas apresentadas, é difícil concluir que Hanni ouviu comentários de um gerente da Illit, como ‘ignore-a’, que configurassem uma violação de seus direitos de personalidade”, disse o tribunal.

Com isso, a decisão prevê que a Ador não violou o contrato de exclusividade pela demissão de Min Hee Jin como CEO. Como não houve quebra do contrato, o NewJeans segue vinculado à empresa até 31 de julho de 2029.

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