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    Em Alta CNN: “Turma da Mônica: Lições” estreia com vocação para fazer rir e chorar

    Segundo filme da turminha do Bairro do Limoeiro chega aos cinemas nesta quinta-feira (30)

    Os atores Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão)
    Os atores Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão) Divulgação

    Leonardo Amaral*da CNN

    Chega aos cinemas nesta quinta-feira (30) o filme “Turma da Mônica: Lições”, a continuação de “Turma da Mônica: Laços”, lançado em 2019. Dirigido mais uma vez por Daniel Rezende, o mesmo de “Bingo: o Rei das Manhãs”, a obra segue adaptando as histórias das “graphic novels” de Vitor e Lu Cafaggi e enchendo o coração do público de nostalgia, ao mesmo tempo em que ensina valores importantes para as crianças e reforça conceitos para o público mais velho.

    Diferentemente de “Laços”, que foi uma aventura, desta vez, o quarteto formado por Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão retorna para uma adaptação mais madura. No filme, os moradores do Bairro do Limoeiro estão separados, sofrendo as consequências de um castigo que acaba colocando em xeque até a amizade dos pais.

    Em entrevista à imprensa, o diretor Daniel Rezende contou que a pandemia ajudou a fortalecer o drama dessa separação vivida pelos personagens. “É um filme sobre separação, e todos nós fomos separados durante a pandemia”, comenta. “A gente segurou o filme por um ano porque imaginamos essa história como uma experiência coletiva. A gente precisa chorar e rir juntos no cinema. Quando tem o abraço deles na telona, a gente está sedento por esse abraço”.

    Merece destaque o trabalho da produção de casting e dos figurinistas por tirar os personagens das páginas dos quadrinhos e colocá-los nas telonas de maneira tão fiel. Gatilho de nostalgia ativado com sucesso para os amantes das criações do Mauricio de Sousa.

    Dá até para dizer que gostar de “Turma da Mônica” está na essência do brasileiro, como um patrimônio cultural. Rezende entendeu isso e contou que utilizou do mesmo recurso para extrair essa emoção dos jovens atores Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão).

    “Para fazê-los chorar, a gente usava sempre uma memória positiva deles. Era uma memória de nostalgia do primeiro filme. Lembro que a gente sempre puxava uma lembrança legal, mas às vezes, puxava também uma dificuldade do primeiro filme e refletia sobre como a gente a superou”, explica o diretor.

    Seja nos “easter eggs” (elementos ou referências escondidos dentro das produções) ou na maturidade em tratar de assuntos como crescimento e saúde mental, “Turma da Mônica: Lições” é um prato cheio para quem deseja curtir uma tarde no cinema.

    E, se na abordagem da história, o filme se aproxima, de alguma maneira, à Pixar, podemos dizer que o final tem fortes semelhanças com a Marvel: a obra conta com uma cena pós-créditos que vale muito a pena conferir.

    *Sob supervisão de Fabiola Glenia.