Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    #CNNPop

    Em remissão, ator de “Jurassic Park” diz que tratamento de câncer pode parar de funcionar

    Sam Neill contou mais sobre seu tratamentos e expectativas para o futuro em entrevista para série documental da ABC

    Sobre o tratamento, Neill compara a uma luta com o boxeador, mas que, mesmo que o deixe "acabado", é o que está mantendo vivo
    Sobre o tratamento, Neill compara a uma luta com o boxeador, mas que, mesmo que o deixe "acabado", é o que está mantendo vivo Reprodução

    Rafael Farias Teixeiracolaboração para a CNN

    São Paulo

    Sam Neill, conhecido por interpretar Alan Grant na franquia cinematográfica “Jurassic Park”, falou em uma nova entrevista sobre sua rotina para tratar seu câncer.

    O ator, nascido na Irlanda, foi diagnosticado com linfoma angioimunoblástico de células T em estágio três, em março de 2022. Em conversa para o seriado documental “Australian Story”, da ABC, rede de TV australiana, Neill conta que está em remissão há 12 meses com a ajuda de um medicamento anti-câncer raro, que requer infusões a cada duas semanas.

    Neill inicialmente tentou uma etapa de quimioterapia, que o deixou bastante debilitado. “Eu me olhei no espelho e não era uma visão bonita. Eu fui despido de qualquer tipo de dignidade”, diz.

    O tratamento, porém, não fez efeito, e o câncer continuava. Sua médica diz que ficou surpresa com a agressividade da doença.

    Sobre o tratamento, Neill compara a uma luta com o boxeador, mas que, mesmo que o deixe “acabado”, é o que está mantendo vivo e que ele terá que fazer essa rotina pelo resto da sua vida.

    O seu filho diz que com o tratamento, Neill é capaz de manter sua rotina de trabalho 90% do tempo. “Na verdade, a ideia de me aposentar me enche de terror”, diz o ator. “Não ser capaz de fazer as coisas que você ama seria de partir o coração”

    Neill diz que precisa ser realista, já que o tratamento irá deixar de funcionar em algum momento. Orly Lavee, a hematologista do ator, disse ao “Australian Story” que talvez seja preciso pensar em uma terceira alternativa de tratamento quando isso acontecer.

    “Estou preparado para isso”, ele diz na entrevista. “E eu acho que fiz algumas coisas boas. Nem todas, mas acho que consigo viver com isso. E morrer com isso também.”