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    Entenda técnica de aplicação de botox para diminuir suor nas axilas feita por Arthur Aguiar

    Procedimento pode minimizar e, em alguns casos, interromper a transpiração excessiva de diversas regiões do corpo

    Arthur Aguiar aplicou botox nas axilas para conter o suor excessivo
    Arthur Aguiar aplicou botox nas axilas para conter o suor excessivo Reprodução/Arthur Aguiar/Instagram

    Beatrice Teizencolaboração para a CNN

    O ator e vencedor do “BBB 22′, Arthur Aguiar, contou em seu perfil no Instagram que realizou recentemente um procedimento para auxiliar na transpiração excessiva na região das axilas. Trata-se da aplicação de toxina botulínica – popularmente conhecida como botox -, que minimiza, ou, em alguns casos, interrompe, por um período, a produção de suor.

    “Treino finalizado e, não sei vocês, mas eu odeio ficar suando debaixo do braço. Semana passada fiz um procedimento de botox nas axilas que resolveu, estou ‘zerado’. Fiz um treino agora, bem puxado, que era para eu ter suado bastante, e nada. Super funcionou”, comentou ele.

    Como funciona a aplicação da toxina botulínica?

    De acordo com Cláudia Merlo, médica especialista em Cosmetologia pelo Instituto BWS, a transpiração excessiva ou desproporcional ao que é necessário para regular a temperatura corporal, é conhecida como hiperidrose. Efetivamente, isso é resultado da estimulação excessiva das glândulas sudoríparas.

    “Do ponto de vista fisiológico, a produção de suor requer acetilcolina [um neurotransmissor] para ativar as glândulas sudoríparas écrinas. A toxina botulínica inibe temporariamente a liberação de acetilcolina, impedindo a hiperestimulação dessas glândulas sudoríparas. Portanto, ao bloquear ou interromper essa via química, a toxina minimiza [ou potencialmente interrompe] a transpiração na área onde foi injetada”, explica.

    O procedimento – que pode ser feito em outras áreas que apresentam hiperidrose, como palmas das mãos, solas dos pés, testa e couro cabeludo – vem ganhando popularidade. Segundo a especialista, pacientes que tiveram tratamentos bem-sucedidos anteriormente tendem a repetir o procedimento antes do verão, quando são mais propensos à transpiração excessiva.

    “Outros pacientes com hiperidrose mais grave podem comparecer à clínica quando são mais sintomáticos, independentemente do verão ou inverno. Esses pacientes podem ficar angustiados com as sequelas psicossociais da hiperidrose de outros tratamentos que não ajudaram. Já outros podem ter apenas hiperidrose leve, mas têm uma ocasião importante chegando e querem minimizar a chance de manchas de suor, por exemplo.”

    Para quem é indicado?

    A médica explica que, embora a maioria dos pacientes sofra de hiperidrose idiopática (ou seja, não há causa subjacente conhecida), é importante que os pacientes sejam examinados para possíveis causas médicas de hiperidrose, como aquelas desencadeadas por medicamentos, distúrbios endócrinos ou neurológicos, por exemplo.

    “Eles também devem ser classificados para estabelecer a gravidade da hiperidrose, para garantir que sejam candidatos adequados para a toxina botulínica (por exemplo, graus quase toleráveis e graves na escala de gravidade). Os pacientes também devem ser totalmente informados sobre os riscos e benefícios e não apresentar contraindicações ao tratamento com toxina botulínica”, complementa.

    Além disso, vale ressaltar que a indicação do botox no caso da transpiração não depende de idade e, sim, de necessidade. “Às vezes até mesmo adolescentes podem fazer, quando vêm com os pais para resolver o problema, que pode ser motivo de bullying. No geral, esse é um procedimento feito constantemente no consultório”, conta Cláudia.

    Cláudia acrescenta que a aplicação deve ser superficial para atuar na glândula sudoríparas e não no músculo, como é feito na testa para paralisar a musculatura e não ter rugas dinâmicas, por exemplo. O procedimento é contraindicado apenas para gestantes e durante a amamentação.

    Quanto ao uso de desodorante, a especialista afirma que a toxina botulínica demonstrou resultar em uma diminuição de 82% a 87% na transpiração. Isso significa que a maioria dos pacientes terá pouca ou nenhuma transpiração, ou seja, suas axilas estarão praticamente secas.

    “Embora as propriedades antitranspirantes do desodorante possam não ser necessárias, o uso para controle de odor seria útil. A axila contém glândulas sudoríparas apócrinas, que contribuem para o odor corporal. A toxina botulínica não pode inibir essas glândulas sudoríparas apócrinas específicas, então é aqui que um bom desodorante é indicado”, finaliza.