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Ethan Hawke diz que Robin Williams improvisava em filme vencedor do Oscar

Atores contracenaram juntos em "Sociedade dos Poetas Mortos", de 1989

Bang Showbiz
Robin Williams em "Sociedade dos Poetos Mortos"  • Divulgação
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O ator Ethan Hawke, 54, relembrou as filmagens de "Sociedade dos Poetas Mortos" (1989) e relatou que seu colega de elenco no longa, Robin Williams (1951-2014), raramente seguia o roteiro durante as cenas. Na produção, o falecido astro interpretou o professor John Keating, enquanto Ethan, então com 18 anos, viveu o tímido aluno Todd Anderson.

Em entrevista concedida à Vanity Fair, o ator afirmou que o diretor Peter Weir precisou lidar com a espontaneidade do lendário artista no set. "Robin é um gênio da comédia. Mas a atuação dramática ainda era algo novo para ele naquela época", começou.

Ethan acrescentou que a liberdade criativa de Robin o marcou para sempre. "Estava a pouco mais de um metro de distância enquanto [Robin e Peter] conversavam sobre interpretação, e aquilo foi algo impossível de esquecer. Robin Williams não seguia o roteiro, e eu nem sabia que isso era possível. Se ele tinha uma ideia, simplesmente colocava em prática. Não pedia permissão. E aquilo virou uma chave na minha cabeça: que você podia trabalhar daquele jeito."

O ator afirmou que, apesar das divergências, o astro e o diretor desenvolveram uma parceria produtiva. "Eles trabalhavam juntos. Isso é empolgante - é o que acontece quando uma grande colaboração dá certo. Você não precisa ser igual à outra pessoa, nem odiá-la por ser diferente. A imaginação coletiva se torna algo muito poderoso, porque o filme passa a ser maior do que o ponto de vista de uma única pessoa. Ele passa a conter múltiplas perspectivas."

Recentemente, Ethan trabalhou com o diretor Richard Linklater em "Blue Moon", novo longa em que interpreta o letrista da Broadway Lorenz Hart, um artista marcado pela depressão e pelo alcoolismo.

Durante a estreia do longa no Festival de Cinema de Londres, o ator declarou à BANG Showbiz: "Este filme foi como interpretar um personagem que caminha diante de um pelotão de fuzilamento e não consegue parar de falar. Ele está absolutamente apavorado com a ideia de que o mundo o deixou para trás. É um papel muito complexo, e não acho que conseguiria fazê-lo sem o Richard. É a paixão, a inteligência, a elegância e o cuidado dele que tornam isso possível."

Ethan acrescentou que não tinha a intenção de focar no tema da dependência, mas se sentiu atraído pelo roteiro. "A vida já me ensinou muito sobre dependência e arte; eu não precisava desse papel. É um roteiro lindamente escrito. Explorar Larry te faz refletir sobre muitas coisas."

O ator confessou ter ficado aliviado ao encerrar as filmagens. "Meu momento favorito? O último dia! Foi bastante exaustivo interpretar esse papel e tentar mergulhar nesse mundo. Lembro que, quando terminamos, me senti incrível."

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