Ex-bailarina do Faustão recorda síndrome do pânico e traumas após prisão
Natacha Horana, 33, foi presa em novembro de 2024, acusada de lavagem de dinheiro e suposto envolvimento com organizações criminosas

Ex-bailarina do Faustão, Natacha Horana, 33, nunca mais foi a mesma após passar pelo sistema prisional. Musa da escola de samba Gaviões da Fiel, em São Paulo, ela enfrentou síndrome do pânico, problemas com sono e dificuldade para se relacionar novamente após deixar a prisão, onde ficou por cerca de quatro meses.
À imprensa, ela conta que começou a ter as crises ainda na atrás das grades, mas o diagnóstico e o tratamento só aconteceram do lado de fora, já em liberdade. "Fui diagnosticada por um psiquiatra depois que saí. Faço tratamento, sou acompanhada e uso medicamentos para dar uma amenizada".
Acusada de lavagem de dinheiro e suposto envolvimento com organizações criminosas, a influenciadora foi presa em novembro de 2024. Em março deste ano, ela foi liberada e, desde então, passou a se dedicar à rotina e ao equilíbrio emocional.
"[Às vezes] não consegui comparecer em eventos. Lugares que são importantes para mim. Ainda tenho momentos em que o pânico aparece de surpresa. A diferença é que agora eu reconheço os sinais e tento controlar com algumas respirações e medicamentos", confessa.
Hoje, Natacha segue o tratamento com medicação e psicólogo. "Faço terapia regularmente e sigo acompanhamento médico quando necessário. Para mim, pedir ajuda deixou de ser fraqueza e virou maturidade. Eu cuido da minha mente como cuido do meu corpo: com disciplina, com amor e responsabilidade", conta.
Os problemas também chegaram ao sono. "O que as pessoas não imaginam é o trauma pós. Tenho pesadelos com aquele lugar diariamente. Eu nunca tive problemas com sono, mas depois de lá, nunca mais foi o mesmo", disse.
Outro diagnóstico foi agorafobia, considerado um transtorno de ansiedade caracterizado pelo medo intenso de situações ou lugares das quais seria difícil de escapar ou receber ajuda em caso de uma crise de pânico.
"Tenho medo das sensações. Às vezes, lugares movimentados ou situações imprevisíveis ativam meu gatilho. Mas eu me forço a sair, porque sei que me isolar só alimenta o ciclo. Cada dia é uma vitória. Eu celebro pequenos passos", garante.
"Criei certa resistência [para conhecer novas pessoas]. Traumas emocionais deixam a gente mais desconfiada, mais seletiva. Não é medo das pessoas, é medo de reviver dores. Mas, aos poucos, estou me permitindo me abrir de novo", conclui.
Veja fotos de Natacha Horana, ex-bailarina do Faustão


