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Ex-chef de Diddy desabafa após condenações: "Temo por minha segurança"

Jourdan Atkinson contou que está traumatizada e acusou advogado de Sean Combs de intimidação

Giovana Christ, da CNN
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Jourdan Atkinson, ex-chefe de cozinha pessoal do rapper Sean "Diddy" Combs, 55 -- que foi condenado por duas acusações de transporte para fins de prostituição -- falou em suas redes sociais nesta quinta-feira (3) que teme pela sua segurança por ter presenciados momentos de terror enquanto trabalhava para o magnata.

"Como uma das reais vítimas menores de idade das agressões físicas enquanto eu trabalhava para ele, e como alguém que testemunhou os abusos cometidos contra Cassandra Ventura durante meu período de trabalho com Sean Combs, gostaria de dizer que isso é uma grave injustiça", disse.

A chef disse que no ano passado foi procurada pelo governo e intimada a depor no julgamento de Diddy e que o advogado do rapper ofereceu de cobrir os custos legais de sua participação no processo.

"Na minha opinião, isso foi uma tentativa de obstrução de justiça, uma intimidação de testemunha [...] Foi anunciado que eu testemunharia, mas fui retirada do caso porque tive uma crise e surtei com o governo", falou.

E continuou: "Quero deixar muito claro: como vítima e ex-funcionária de Sean Combs, não me sinto segura. Estou extremamente traumatizada e não sei o que fazer daqui pra frente. Enviei minha própria carta ao juiz e mantenho tudo o que disse".

Jourdan contou que sabia das agressões a Cassie Ventura, que presenciou momentos em que ela foi arrastada para fora de um veículo e a ajudou após momentos de terror.

"Não sei o que fazer daqui pra frente. Só saibam que estou apavorada e traumatizada", concluiu.

Assista ao vídeo de Jourdan Atkinson

Entenda as condenações

Nesta quarta-feira (2), o veterano foi considerado culpado de duas das cinco acusações contra ele em seu julgamento criminal. Durante o fim da tarde, ocorreu uma audiência de fiança para decidir se P. Diddy seria liberto enquanto aguarda a sentença de suas condenações.

No entanto, o juiz Arun Subramanian negou o pedido de fiança e julgou que "não vê razão para chegar à conclusão oposta agora". “No julgamento, a defesa admitiu a violência do réu em relacionamentos pessoais, dizendo que 'aconteceu' em relação a Cassie Venture e Jane”, acrescentou ao explicar a sua decisão.

Após as decisões, o juiz responsável pelo caso propôs uma data de sentença para 3 de outubro às 11h (horário de Brasília), mas disse que está disposto a antecipá-la a pedido da defesa. O advogado de defesa Marc Agnifilo disse que eles gostariam de agilizar o cronograma de sentenças o máximo possível.

No final do julgamento que aconteceu nesta quarta (2), o juiz ainda afirmou que agendou uma audiência remota para a próxima terça-feira (8), às 15h (horário de Brasília), para tratar do agendamento da sentença.

Combs enfrentava cinco acusações: uma de conspiração para extorsão, duas de tráfico sexual e duas de transporte para prostituição. Ele foi considerado culpado apenas nas duas acusações de transporte para prostituição, e inocente nas outras três.

Isso quer dizer que Combs pode pegar até 20 anos de prisão, já que a pena máxima de transporte para prostituição é de 10 anos cada acusação. Mas o juiz Arun Subramanian pode decidir por um tempo menor caso ache necessário.

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