Exposição conta história do Brasil por meio de fotografias

Mostra com 270 retratos de artistas, como Sebastião Salgado, está aberta ao público no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Exposição no Rio de Janeiro mostra imagens de momentos marcantes da história brasileira
Exposição no Rio de Janeiro mostra imagens de momentos marcantes da história brasileira Evandro Teixeira

Beatriz Puenteda CNN

No Rio de Janeiro

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De 1860 até os dias atuais, cerca de 270 fotografias contam a história do Brasil no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). A exposição, chamada “Terra em tempos: fotografias do Brasil” é subdividida em sete eixos temáticos: estrutura, poder e natureza; corpo e sujeito; família, afeto e moradia; trabalho e produção; tecnologia, fotografia e acesso; usos do espaço público e festividades; espiritualidade e mistério.

A exposição busca trazer à tona questões como a identidade nacional e os retratos da nação. Cerca de 120 artistas colaboraram com suas peças.

Entre os destaques estão fotos do renomado fotógrafo Sebastião Salgado. Uma das imagens, tirada na Região do Crateús, da série Homem Latino-Americano, registra uma família no sertão brasileiro.

Outro destaque da mostra é o retrato feito por Evandro Teixeira, que mostra a passeata dos 100 mil no Rio, em 1968, pedindo o fim da ditadura militar. A imagem de dois indígenas do povo Yanomami, de Claudia Andujar, e o registro do Carnaval feito por Nair Benedicto também marcam presença na exposição. Além de peças do renomado fotógrafo Sebastião Salgado.

Três obras da fotógrafa Aline Motta criam uma dinâmica diferente e propõem outras leituras de episódios apagados da história brasileira. A artista visual questiona o processo de construção da memória de pessoas racializadas e, por meio de vestígios documentais de sua própria família, mapeia narrativas ancestrais que permeiam as relações entre a dispersão da herança africana e as consequências sociais herdadas do longo período de escravidão no Brasil.

Para Beatriz Lemos, curadora da mostra, a fotografia carrega o poder de, em instantes, prender a atenção.

“Enquanto código sensorial, cada fotografia nos desafia a encarar as presenças dentro de um mesmo fragmento e, paralelamente, a decifrar ausências. Voltar-se para o que é aparente nas imagens pode denunciar os silêncios e as faltas que as circunscrevem”, afirma a curadora.

A exposição fica aberta ao público até o dia 17 de julho.

Exposição vai até o dia 17 de julho
Exposição vai até o dia 17 de julho / Fábio Souza

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