Família Jackson se reúne em Berlim para estreia da cinebiografia de Michael

Longa sobre o Rei do Pop estreia dia 24 de abril nos cinemas

Por Miranda Murray, da Reuters
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Milhares de fãs de Michael Jackson, muitos com jaquetas militares ou óculos de ​sol de aviador inspirados nos muitos looks famosos ​do ícone pop, reuniram-se em Berlim na noite de sexta-feira (10) para a pré-estreia internacional da cinebiografia "Michael", estrelada pelo sobrinho do cantor.

Jaafar Jackson, que tinha 12 anos quando seu tio morreu em 2009, disse que mergulhou em arquivos de filmagens para se preparar para o papel, ao mesmo tempo em que se inspirou em suas próprias memórias.

"Uma das minhas favoritas é quando eu ⁠o vi pela primeira vez no ​palco, se apresentando em Nova York, o que foi a melhor experiência para ​mim", disse ele à Reuters no tapete vermelho.

Como ver Michel na tela

Jackie Jackson, que ⁠se apresentou com o jovem Michael Jackson no ⁠Jackson 5 e também seguiu sua própria carreira musical, disse que a ​representação ‌de seu irmão foi tão convincente que, durante o filme, ele às vezes esquecia que ⁠estava realmente assistindo Jaafar.

"Ele se tornou Michael no filme", disse ele.

O filme dirigido por Antoine Fuqua acompanha a ascensão do "Rei do Pop", desde o vocalista do grupo da Motown Jackson 5, formado ‌por ⁠ele e seus irmãos, ‌até o início da carreira solo de Michael, com sucessos estrondosos como "Thriller" e "Beat It". O filme destaca os trajes icônicos que os acompanharam.

A maior bilheteria de estreia de uma cinebiografia musical foi ⁠de US$ 60,2 milhões (aproximadamente R$ 301,3 trilhões) nos EUA e no Canadá para ⁠o filme "Straight Outta Compton - A História do N.W.A.", de 2015.

O site Box Office Pro projeta que "Michael", que estreia nos ‌cinemas em 24 de abril, superará esse valor, com vendas possivelmente superiores a US$80 milhões.

Aspectos polêmicos

No entanto, qualquer menção aos aspectos mais controversos da história de Jackson -- alegações de abuso sexual de crianças -- foi removida depois que os advogados de seu espólio perceberam que ‌um acordo legal com um acusador impedia a discussão das acusações no filme, de acordo com uma fonte com conhecimento da produção.

Jackson, que manteve sua inocência, foi absolvido em ⁠2005 em um julgamento criminal.

Após sua morte, outras acusações civis foram apresentadas por outros acusadores, mas Jackson nunca foi condenado por abuso sexual infantil em um tribunal criminal ou considerado responsável em ​um processo civil.

Questionado sobre a omissão das partes polêmicas da vida de Jackson no filme, ​o produtor Graham King, cujos créditos incluem "Bohemian Rhapsody", disse em Berlim nesta sexta-feira que ele "passou muitos anos investigando tudo, parte da vida de Michael", e ficou feliz em contar essa "história de celebração".

(Reportagem de Miranda Murray em Berlim e Lisa ‌Richwine em Los Angeles)

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