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    Festival de Cannes: relembre seis filmes brasileiros premiados na competição

    Evento divulgou a seleção oficial da 77ª edição nesta quinta-feira (11) e "Motel Destino", de Karim Aïnouz, está na lista

    "Bacurau", de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles
    "Bacurau", de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles Divulgação

    Marina Toledoda CNN em São Paulo

    Festival de Cannes divulgou nesta quinta-feira (11) os filmes selecionados para a 77ª edição. A lista inclui o filme brasileiro “Motel Destino”, dirigido por Karim Aïnouz (“Vida Invisível” e “Praia do Futuro”).

    A seleção oficial conta com 50 filmes e 21 concorrem ao principal prêmio da competição: a Palma de Ouro. Produções de diversos países compõem a lista. A edição 2024 está marcada para os dias 14 e 25 de maio na cidade que dá o nome para o evento, na França.

    O Brasil tem história no festival e já ganhou o prêmio máximo uma vez, 60 anos atrás, com o filme “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte. O país soma 40 indicações à categoria.

    O último filme brasileiro a ser consagrado em Cannes foi Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, em 2019, que levou o Prêmio do Júri. Relembre abaixo relembre 6 vezes que o Brasil brilhou em Cannes.

    O Festival de Cannes de 2024 está marcado para os dias 14 e 25 de maio na cidade da o nome para o evento, na França.

    • O Cangaceiro (1953)

    O Cangaceiro”, de Lima Barreto, rendeu o primeiro prêmio do Brasil no Festival de Cannes, em uma categoria já extinta, a de filme de aventura.

    O filme acompanha o “Capitão” Galdino que aterroriza vilarejos pobres da região Nordeste do Brasil, saqueando e matando com frequência com seu bando armado. Em um desses ataques, ele rapta a professora Olívia e pede dinheiro para resgate. Mas ele e o seu braço direito, o valente Teodoro, ficam atraídos pela mulher cativa e a discórdia se instaura no bando.

    “O Cangaceiro” foi o primeiro filme brasileiro a participar do Festival de Cannes / Reprodução
    • O Pagador de Promessas (1962)

    “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, é o único filme brasileiro que alcançou o maior prestígio do festival de cinema, a Palma de Ouro. Era a 11ª indicação do Brasil, que hoje já soma 38.

    A produção também chegou a ser indicada ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar de 1963, mas não levou a estatueta para casa.

    O longa é baseado na peça teatral homônima do dramaturgo Dias Gomes e acompanha Zé do Burro, um homem humilde, que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir a promessa feita em um terreiro de Candomblé de carregar uma pesada cruz de madeira por um longo percurso.

    Cena do filme “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte / Reprodução
    • O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969)

    No caso de “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” o prêmio foi para Glauber Rocha, que venceu a categoria de Melhor Diretor no Festival de Cannes.

    A trama do filme segue Antônio das Mortes, um antigo matador de cangaceiros, que é contratado por um coronel para matar um beato agitador. Ele confronta sua vítima, mas decide poupar sua vida. Antônio se depara com as dificuldades do sertão e resolve apoiar a causa do povo contra os desmandos do coronel.

    “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, de Glauber Rocha / Reprodução
    • Eu Sei Que Vou Te Amar (1986)

    Indicado à Palma de Ouro, “Eu Sei que vou te Amar”, de Arnaldo Jabor, foi reconhecido pela atuação de Fernanda Torres, que se consagrou como Melhor Interpretação Feminina no festival de cinema. Ela foi a primeira brasileira a vencer um prêmio em um dos eventos mais prestigiados do cinema.

    O longa acompanha um jovem casal que termina o namoro e decide se reencontrar para discutir a relação três meses depois.

    Fernanda Torres se destacou pelo filme “Eu Sei Que Vou Te Amar” / Reprodução
    • Linha de Passe (2006)

    Anos depois, o Brasil voltou a ser premiado no Festival de Cannes. Dessa vez, Sandra Corveloni ganhou o prêmio de Melhor Interpretação Feminina pelo papel de Cleusa em “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas.

    O filme foi aplaudido durante nove minutos após exibição no evento.

    A trama acompanha quatro irmãos da periferia de São Paulo, criados pela mãe, que trabalha como empregada doméstica e está grávida de um homem desconhecido. Sem figura paterna, os garotos lutam pelos sonhos e um deles vê seu talento como jogador de futebol, a esperança de uma vida melhor.

    “Linha de Passe”, de Daniela Thomas e Walter Salles / Divulgação/Mubi
    • Bacurau (2019)

    O faroeste de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles foi até Cannes e conquistou o Prêmio do Júri, uma das principais categorias do festival. Em 2021, Kleber foi um dos júris do festival.

    Em “Bacurau”, os moradores do pequeno povoado do sertão brasileiro, que dá o nome ao filme, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa.

    Aos poucos, eles percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade. Quando carros são baleados e cadáveres começam a aparecer, um grupo chega à conclusão de que estão sendo atacados. Para combater o inimigo, eles criam coletivamente um meio de defesa.