Filme é banido do Líbano e do Kuwait por ligação de Gal Gadot com exército israelense

A estrela de “Morte no Nilo” serviu as forças armadas de Israel por dois anos antes de iniciar a carreira de atriz; filme teve estreia barrada nos dois países árabes

Gal Gadot contracena com o ator Armie Hammer em "Morte no Nilo"
Gal Gadot contracena com o ator Armie Hammer em "Morte no Nilo" Divulgação

Debora Sandercolaboração para a CNN

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O filme “Morte no Nilo”, adaptação de Kenneth Branagh para o romance de Agatha Christie, foi banido em dois países do Oriente Médio em função da relação da atriz Gal Gadot com o serviço militar de Israel.

De acordo com o site “Deadline”, a produção estreou em outros países da região neste fim de semana, mas não deve ser lançada no Líbano nem no Kuwait por causa do histórico de Gadot, que serviu o exército israelense durante dois anos.

O serviço militar é obrigatório para todos os jovens de Israel a partir dos dezoito anos.

Esta não é a primeira vez que a nacionalidade da atriz gera impasses com o Líbano em função do conflito armado com Israel. Em 2017, o blockbuster “Mulher Maravilha”, estrelado pela israelense, foi barrado nos cinemas libaneses e também no Qatar.

Conforme o Daily Mail, o jornal “Al-Qabas”, do Kuwait, noticiou que a proibição no país foi uma resposta a manifestações nas redes sociais. Usuários do país criticaram o posicionamento da atriz em defesa do exército israelense e em ataque ao grupo palestino Hamas durante a guerra de 2014 em Gaza.

Ainda segundo o jornal, uma fonte oficial do Kuwait afirmou que não permitirá a exibição de um filme estrelando “uma ex-soldado da ocupação armada sionista.”

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