Francisco Cuoco: última aparição do ator na TV foi em especial da Globo
Protagonista de obras como "O Astro", "Selva de Pedra" e mais, o ator ganhou homenagem da emissora no início de junho
A última aparição do ator Francisco Cuoco foi durante o especial Tributo, exibido pela TV Globo no último 6 de junho, e que ganhará reprise na madrugada desta sexta-feira (20).
Em comunicado, a emissora confirmou a reexibição do Tributo ao Francisco Cuoco logo após o Jornal da Globo, e em decorrência da mudança, não exibirá Conversa com Bial.
A homenagem faz parte do projeto da emissora que relembra a carreira de grandes nomes da teledramaturgia nacional. O especial relembra seus inúmeros papéis, desde o início na TV Tupi até a ascensão na TV Globo, e também conta com depoimentos de colegas que fizeram parte de sua trajetória.
Além disso, a atração conta também com depoimento do próprio ator, que dá detalhes de bastidores e situações que vivenciou ao longo da extensa carreira na televisão.
Relembre a carreira do ator
Com mais de 60 anos de carreira, Francisco Cuoco teve os primeiros passos trilhados em outra profissão. Nascido em 29 de novembro de 1933, filho do vendedor italiano Leopoldo Cuoco e da dona de casa Antonieta, o ator teve uma infância marcada por simplicidade no bairro tradicional de São Paulo, o Brás. A sua paixão era o circo que ficava armado em frente a sua casa, ali começou a se interessar pela arte.
De origem humilde, Francisco foi feirante e quis cursar Direito na universidade. Mas foi ao conhecer a Escola de Arte Dramática de Alfredo Mesquita que o galã descobriu a sua vocação no universo da dramaturgia.
O charme de Francisco Cuoco não passou despercebido no mundo artístico. Logo em sua estreia na televisão, em “Renúncia” (1964), da TV Record, o ator ganhou ainda mais notoriedade quando o assunto era beleza e excelência profissional.
Em 1970 estreou na Rede Globo como protagonista de Assim na Terra Como no Céu, do diretor Dias Gomes. Mas foi com diretora Janete Clair que Cuoco interpretou personagens emblemáticas e que deu a ele o título de ‘mocinho’, como Cristiano em Selva de Pedra (1972), Alex em Semideus (1973) e o taxista Carlão, em Pecado Capital (1975) e tantos outros.
Seu último trabalho na emissora foi em Segundo Sol, em 2018, onde interpretou Nestor Maranhão. Após 20 anos de dedicação exclusiva à TV, o ator voltou ao teatro e atuou em peças como “Três Homens Baixos” e “Deus é Química”.


