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    Jojo Todynho fala sobre adaptação alimentar após bariátrica: “É um processo”

    Cantora sempre informa os fãs sobre o pós-operatório por meio de suas redes sociais

    Jojo Todynho fala sobre adaptação alimentar
    Jojo Todynho fala sobre adaptação alimentar Reprodução/Instagram

    Lyncon Pradellacolaboração para a CNN

    Florianópolis

    A cantora Jojo Todynho, de 26 anos, usou as redes sociais nesta terça-feira (26) para falar sobre sua adaptação alimentar após passar por uma cirurgia bariátrica, realizada no dia 9 de agosto.

    Em seu Instagram, Jojo explicou o motivo pelo qual ficou pouco ativa na internet nos últimos dias e aproveitou para falar sobre sua nova alimentação.

    “Parei agora para comer. É um processo, hora de sentar para comer. Tem momentos que você se engasga, o que acontece, é normal. É adaptação, tem legumes que você aceita, tem legumes que você não aceita mais. Tudo é adaptação, mas aos pouquinho as coisas vão se encaminhando”, disse a funkeira.

    “Ainda estou na pastosa [dieta]. Mas, é assim, é um processo. Vocês ficam assim ‘ai Jojo, você não está treinando mais’. Obviamente. Eu tenho que ter a liberação do médico, e eu recebi a liberação essa semana”, finalizou Jojo.

    Recentemente, a cantora desabafou sobre os enjoos que estava sentindo diariamente após a cirurgia. “Gente, a vida de uma bariátrica não é fácil. Muita luta. Um negocinho [me causa náuseas]. Eu estou assim ultimamente, mas foi a melhor escolha que fiz na minha vida”, falou na época.

    Entenda o que é e como é feita cirurgia bariátrica

    A bariátrica voltou a ser assunto internet após Jojo Todynho informar que havia feito o procedimento. Fãs questionaram sobre qual o momento ideal para realizar a cirurgia.

    De acordo com o médico Fábio Miranda, especialista em cirurgia geral e endoscopia digestiva, do Rio de Janeiro, o paciente só deve recorrer à cirurgia após uma mudança de hábitos e tentativas menos invasivas.

    “Antes de optar pela bariátrica recomendo uma mudança de hábitos que podem te tirar do quadro de obesidade ou preveni-lo. Mesmo em casos de pacientes que vão se submeter a intervenção, os hábitos também são benéficos, pois auxiliam na constância de resultados, que é tão importante no pós-cirúrgico. Uma vez que você muda sua mentalidade, 50% do caminho já está traçado”, explica o especialista à CNN.

    O ideal seria descartar todas as possibilidades de tratamento da obesidade que existem – como exercícios, medicamentos, balões intragástricos e endossutura gástrica.

    “Tendo em vista que é uma doença grave, crônica e progressiva, a melhor opção é tratarmos antes mesmo da sua evolução para pior fase. Ao perceber aumento de peso, já devemos ligar os sinais de alerta e focar em hábitos saudáveis”, orienta.

    A cirurgia bariátrica é indicada para casos de obesidade grave e o método consiste em alterar a forma original do estômago, reduzindo a capacidade de receber alimentos e dificultando a absorção de um número elevado de calorias, além de contribuir para a produção do hormônio da saciedade.

    “Uma pessoa não operada é capaz de consumir entre 1 litro e 1,5 litro de alimento. Já os pacientes bariátricos têm capacidade para 25ml a 200ml apenas”, revela.

    Importante ressaltar que, por tratar-se de um procedimento altamente invasivo e que resultará em grande impacto na vida da pessoa, é importante que o paciente também receba acompanhamento psicológico pré e pós-cirúrgico.

    Quais são as técnicas utilizadas?

    Miranda explica ainda que, atualmente, existem duas técnicas eficazes: Sleeve e Bypass, sendo a segunda a mais realizada no Brasil.

    “Ambas consistem em retirar parte do estômago. A grande diferença entre elas é que na Bypass o paciente também tem o intestino alterado, para reconectá-lo a parte do estômago que ainda está funcional”, explica o especialista.

    Para os pacientes que não querem se submeter à cirurgia, o especialista explica que a medicina já conta com procedimentos minimamente invasivos com resultados altamente comprovados, como é o caso do balão intragástrico deglutível.

    “O paciente engole uma cápsula, que é ajustada em seu estômago para ocupar, em média, 30% do órgão e assim promover mais saciedade facilitando na dieta. Essa tecnologia permite uma perda de aproximadamente 33% do peso corporal total e dura em torno de quatro meses no organismo”, finaliza.

    (Com informações de Bárbara Carvalho)