Mara Maravilha revela em podcast que seu pai é adotivo
Apresentadora permanece internada em hospital de São Paulo e recebeu a visita do filho, Miguel Benjamin, nesta sexta-feira (6)

A cantora e apresentadora Mara Maravilha, 57, admitiu que é adotada. A afirmação foi feita ao programa Intervenção Podcast, de Roger Turchetti, que foi ao ar na última quinta-feira (5), quando ela já estava internada.
A artista permanece no Hospital Nove de Julho, na capital paulista, sem previsão de alta médica.
Durante a entrevista, a artista descreveu a relação com o pai Raimundo Souza, marido de sua mãe.
"Eu sou adotada. Na época minha mãe casou com o meu pai, que eu me sinto extremamente incomodada quando eu tenho que expressar que é meu padrasto, porque eu fui realmente educada por ele."
Segundo o relato, o reconhecimento da paternidade ocorreu na infância. "Eu falei assim: 'Você quer ser meu pai?'. Aí ele: 'quero'. Então você é meu pai e até hoje ele é meu pai".
Mara Maravilha, que adotou o filho Miguel Benjamin, defendeu mudanças na forma como a legislação trata famílias que recorrem à adoção.
"Tem que ter uma lei onde as pessoas que adotam tenham o direito de não serem expostas como pais adotivos e sim como pais. Eu sou a mãe, Gabriel é o pai, não precisa carregar o rótulo."
A apresentadora também justificou a preservação da imagem do filho. "Uma coisa é falar da Mara Maravilha, outra coisa é do meu filho. A gente vira leão mesmo, leoa. Não vai falar de uma criança", disse na gravação.
Estado de saúde e visita
A cantora foi internada na UTI (unidade de terapia intensiva) no dia 1º de fevereiro para exames e medicação. Na quarta-feira (4), foi transferida para um quarto hospitalar.
Nesta sexta-feira (6), Mara recebeu a visita de Miguel Benjamin e publicou um registro do encontro nas redes sociais. "Meu bem maior! Presente de Deus na minha vida. Que me fortalece diariamente", escreveu.
A equipe da artista informou que o número de telefone pessoal da apresentadora foi vazado e que ela tem sofrido ataques de ódio durante o período de internação. A assessoria afirmou que os casos serão tratados judicialmente.


