Mariana Belém critica quem foi ao velório de JP Mantovani para "aparecer"

"Quanto vale o seu biscoito? Vale a dor de alguém?", questiona a cantora

Jonathan Pereira, colaboração para a CNN Brasil
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Mariana Belém, 45, criticou quem foi ao velório de JP Mantovani, que morreu no último domingo (21), aos 46 anos, em um acidente de moto em São Paulo, para "aparecer". Amiga do modelo, a cantora defende que o pedido da viúva, Li Martins, de que a cerimônia fosse um momento reservado à família, seja respeitado.

"Poucas coisas revelam mais o outro do que a morte de alguém. Tem gente que fala: 'Mas se o assessor falou, eu acho que o JP ficaria feliz'. O JP não está aqui. Ele vai sentir a sua energia, seu amor. Você comparar o que o assessor acha com o que a mulher do cara acha… Para mim, é de quinta, é um bando de gente que quer aparecer no 'TV Fama'. Quanto vale o seu biscoito? Vale a dor de alguém?", questiona.

Ela afirma que vai na missa de sétimo dia "se for mais sossegado, no sentido de não ter essa biscoitada toda". "Tem uma menina de oito anos que precisa se despedir do pai, tem uma mãe em choque e a Li mesma está perdida em uma dor absurda (...). A minha oração eu posso fazer de casa. A minha coroa está lá, levando o meu amor, me representando na minha insignificância. Ela não vai impedir ninguém de entrar, mas é o mínimo de bom senso, de respeito com a dor do outro".

Mariana detonou quem acredita ter ido até o velório em busca de holofotes. "Eu não preciso da morte de ninguém para aparecer, não preciso passar por cima da dor do outro e do respeito ao outro para ter meus cinco minutinhos de 'como eu sou íntima', 'como eu sou amiga'. Quem tem que saber isso são o JP e a Li, e eles sabem".

A filha de Fafá de Belém comparou ao velório de Gugu Liberato, em novembro de 2019. "Foi igualzinho, uma galera se achando relevante na morte do Gugu, aparecer e brilhar, achando que tinha relevância. A preocupação é com quem fica, a Lí, a filha dele, a mãe dele, o irmão… A gente aprende a conviver com aquele rombo dentro da gente, a gente não supera. A família precisa de tempo e espaço para entender como vai ser daqui para a frente. O JP era luz, era aquele amor com todo mundo, mas nem todo mundo era essa pessoa para ele. E ele sabia muito bem quem não era. Não vem agora querendo biscoito no velório dele".

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