"Marty Supreme" é sobre ser um idiota aos 20 anos, diz Timothée Chalamet

Ator está no Brasil para divulgar o filme e participou de um bate-papo na presença da imprensa e convidados

Marina Toledo, da CNN Brasil
Compartilhar matéria

O astro de Hollywood Timothée Chalamet, 29, está no Brasil para promover "Marty Supreme" e participou de um bate-papo, com a presença da imprensa e convidados, sobre o filme que chega aos cinemas brasileiros em 22 de janeiro -- com sessões antecipadas a partir de 8 de janeiro.

No evento, o ator falou sobre a complexidade do papel -- um ambicioso mesa-tenista que vai fazer de tudo para conquistar o que quer -- e a liberdade dada pelo diretor Josh Safdie para que ele encontrasse o próprio tom do personagem.

"Há uma ambiguidade moral não apenas no personagem às vezes, mas também na perspectiva do filme. E a liberdade que isso te dá como ator é saber [que] as escolhas que você está fazendo não caem no espectro de, especialmente como protagonista, o telespectador ter que gostar dele", explicou.

"Eu achei tremendamente libertador que a prerrogativa do Josh fosse encontrar a humanidade do personagem. Um cara desesperado que está singularmente focado no seu sonho, até onde ele irá para chegar lá, sabe? E o que eu adoro neste filme... eu sinto que não apenas com o Marty, mas com outros personagens, você os vê passar por 6 milhões de emoções ao mesmo tempo, e a vida é assim. Não é linear, sabe? As pessoas são complicadas", completou.

"Outra coisa ótima sobre este personagem é que ele faz 'coisas fodidas', mas também faz coisas que são realmente reais. Josh disse que alguém lhe disse que 'Marty Supreme' é sobre ser um idiota aos vinte e poucos anos. O que, sabe, eu concordo de verdade", acrescentou,

Uma das características já conhecidas do diretor é o frenesi -- elemento marcante em filmes como "Joias Brutas", que Josh dirigiu ao lado do irmão, Ben Safdie. A montagem acelerada, cortes rápidos, muitos personagens e música alta estão presentes em "Marty Supreme".

"Eu acredito que o propósito dos filmes, obviamente, é capturar o espírito humano e através da subjetividade, e então, através dessa subjetividade, podemos entender mais uns sobre os outros e a nuance da empatia, de entender o ponto de vista da outra pessoa, paixão, sonhos e as coisas que nos tornam humanos", disse Safdie no evento em São Paulo.

"Os tempos mudam, temos redes sociais, temos telefones que mudaram nossas vidas imensamente, mas as emoções são atemporais, sabe, a ansiedade está muito louca agora. Acontece que sou uma pessoa muito ansiosa, então agora estou feliz que o resto do mundo possa se identificar um pouco mais comigo", completou.

Apesar de o filme ainda não ter estreado, sessões especiais foram realizadas para jornalistas e membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O título entrou na lista de melhores filmes de 2025 no The New York Times e Chalamet está cotado ao Oscar de Melhor Ator, podendo receber sua terceira indicação.

Assista ao trailer de "Marty Supreme"

Veja também: os principais lançamentos de 2026 nos cinemas

Acompanhe Entretenimento nas Redes Sociais