Morre aos 66 anos Paulo Rafael, guitarrista de Alceu Valença e Ave Sangria

O artista estava internado devido a complicações de um câncer no fígado

Paulo Rafael morreu aos 66 anos devido a complicações de um câncer de fígado
Paulo Rafael morreu aos 66 anos devido a complicações de um câncer de fígado Reprodução/Instagram

Léo Lopesda CNN

São Paulo

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Na madrugada desta segunda-feira (23), morreu aos 66 anos o guitarrista pernambucano Paulo Rafael, por complicações de um câncer no fígado. Ele estava internado no Hospital Samaritano, na cidade do Rio de Janeiro.

Em quase 50 anos de carreira, o músico se consagrou em diferentes projetos. Há décadas ele se apresenta ao vivo e produz os discos do cantor Alceu Valença. Paulo também compunha a lendária banda de psicodelia dos anos 70, Ave Sangria.

“É com profunda tristeza que comunico que meu pai, nosso amigo, lendário guitarrista e amor da vida da minha mãe levantou voo. Depois de uma longa batalha contra um câncer nosso guerreiro descansou”, escreve uma publicação feita no perfil do guitarrista do Instagram.

O velório acontecerá nesta terça-feira (24) às 11h15, na capela 8 do Cemitério da Penitência, na Zona Portuária do Rio. A cerimônia de cremação será feita no mesmo local, às 13h15 do mesmo dia.

Artistas como Lulu Santos, Otto e Chico César expressaram seus sentimentos nos comentários do Instagram na postagem que anunciou o falecimento de Paulo. “Um mestre amoroso e doce. Fica conosco seu som e sua energia única e eterna”, escreveu Chico.

Os perfis oficiais de Alceu Valença e da Ave Sangria ainda não se pronunciaram após a notícia da morte. No último dia 11 de julho, a banda nordestina parabenizou Paulo pelo aniversário de 66 anos.

Em uma publicação oficial, a Secretaria de Cultura de Pernambuco declarou que a “música pernambucana amanheceu mais triste”. “Pernambuco e o Brasil perderam um dos maiores músicos de todos os tempos”, afirmou o presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

“Foi um dos caras mais carinhosos e conciliadores com quem já convivi. Conheci Paulo há mais de 40 anos e sempre admirei sua capacidade inventiva na música. Era um exemplo de como lidar com a fama e com o mundo artístico de forma profissional, mas sem perder a paixão pelo que fazia. Perdi um amigo e também um dos meus ídolos”, complementou Canuto.

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