Morre Petty Bamonte, guitarrista e tecladista do The Cure, aos 65 anos
Falecimento ocorreu em sua residência durante o feriado de Natal; notícia foi confirmada pela banda

O músico Perry Bamonte, conhecido por sua longa trajetória como guitarrista e tecladista da banda britânica The Cure, morreu aos 65 anos.
O falecimento ocorreu em sua residência durante o feriado de Natal, após enfrentar uma enfermidade recente.
A notícia foi confirmada pelo grupo nesta sexta-feira (26), por meio de um comunicado no site oficial da banda.
Embora a causa exata da morte não tenha sido detalhada, a nota destaca o impacto pessoal e artístico do músico na trajetória do sexteto.
"É com imensa tristeza que confirmamos o falecimento de nosso grande amigo e companheiro de banda, Perry Bamonte, que faleceu após uma breve doença em casa durante o natal. Quieto, intenso, intuitivo, constante e extremamente criativo, 'Teddy' foi uma parte vital e afetuosa da história do The Cure. Tendo participado da banda de 1984 a 1989, ele se tornou membro efetivo do The Cure em 1990, tocando guitarra, baixo de seis cordas e teclado nos álbuns 'Wish', 'Wild Mood Swings', 'Bloodflowers', 'Acoustic Hit's e 'The Cure', além de realizar mais de 400 shows ao longo de 14 anos", detalha a nota publicada no site.
Pilar do rock alternativo
Formada em 1976 na pacata cidade de Crawley, Inglaterra, a banda surgiu quando um grupo de amigos de escola decidiu transformar o tédio adolescente em música. Inicialmente, Robert Smith, Porl Thompson, Lol Tolhurst e Michael Dempsey formaram uma banda chamada Malice, que mais tarde evoluiu para Easy Cure.
Sob forte influência do movimento punk que explodia no Reino Unido, o grupo começou a compor canções próprias e a realizar suas primeiras apresentações em bares e clubes locais.
Em 1978, após a saída do guitarrista Porl Thompson, a banda foi reduzida a um trio e Robert Smith decidiu simplificar o nome para The Cure.
Foi nesta fase que eles assinaram com o selo Fiction Records e lançaram o single de estreia, "Killing an Arab", seguido pelo álbum "Three Imaginary Boys" em 1979.
Sob o comando de Robert Smith como frontman — que se tornou o único membro constante ao longo das décadas — o The Cure consolidou-se como um dos pilares do rock gótico e alternativo. A transição para álbuns mais sombrios no início dos anos 80 definiu o legado de uma banda capaz de transitar entre a depressão profunda e o pop brilhante, influenciando gerações de músicos e fãs até hoje.
The Cure no Brasil
A última passagem do The Cure pelo Brasil foi em dezembro de 2023, quando o grupo subiu ao palco como a principal atração do do festival Primavera Sound em São Paulo. A apresentação marcou o retorno do banda ao país após 10 anos.
Recentemente, com a confirmação do Rock in Rio em 2026, a banda passou a figurar entre as potenciais atrações do festival que acontecerá em setembro. Em meio aos rumores, os organizadores confirmaram nomes internacionais como Elton John, Maroon 5, Demi Lovato e Jamiroquai.


