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    “Palavra ‘bala’ foi muito mal interpretada”, diz coach que ameaçou atriz nas redes sociais

    A atriz Lívia La Gatto postou o print de uma mensagem recebida por Thiago Schutz que diz: “Você tem 24 horas para retirar seu conteúdo sobre mim. Depois disso processo ou bala. Você escolhe”

    Coach Thiago Schutz ameaçou a atriz Lívia La Gatto de morte
    Coach Thiago Schutz ameaçou a atriz Lívia La Gatto de morte Reprodução/Instagram

    Da CNN

    O coach Thiago Schutz se pronunciou em suas redes sociais sobre a mensagem na qual ele ameaça a atriz e roteirista Lívia La Gatto caso ela não retire um de seus vídeos do ar em 24 horas.

    Em um print divulgado em sua conta do Instagram, ela mostra a mensagem de Thiago: “Você tem 24 horas para retirar seu conteúdo sobre mim. Depois disso processo ou bala. Você escolhe”.

    Schutz se manifestou em seu perfil do Instagram e disse que a palavra “bala” foi mal interpretada. “Quando eu uso a palavra bala, não é bala no sentido literal, para deixar isso bem claro para todo mundo, tá? É mete bala, mete marcha, soca o pau, no sentido de vamos resolver essa questão, essa questão precisa ser resolvida”, falou em vídeo.

    Ele se justifica dizendo que é “um cara que usa muita gíria, fala muito palavrão” e que essa é a forma como ele se comunica. “Não tenho vergonha de falar dessa forma.”

    “Eu tenho 34 anos, nenhuma passagem criminal, não tenho porte de arma, não participo de clube de tiro, eu seria incapaz de dar um tiro ou de ferir alguém, certo?”, acrescenta.

    Ele disse que decidiu mandar aquelas mensagens para Lívia porque estava “sendo atacado há várias semanas sem motivo nenhum”. “Eu sou humano assim como você, eu sinto emoções assim como você.”

    Vídeos de Schutz são apontados como “machistas”

    A mensagem de Schutz foi motivada por um vídeo que Lívia postou em sua conta do Instagram, que conta com mais de 200 mil seguidores, no qual imita, em tom satírico, homens com discursos de ódio contra as mulheres.

    Na gravação, ela personifica um homem careca, de barba e com um microfone, sem se referir diretamente ao coach.

    Thiago Schutz viralizou nas últimas semanas por um comentário seu em um podcast. No vídeo, ele diz que recusou uma cerveja oferecida por uma mulher com quem saia porque já estava bebendo Campari (um destilado alcoólico amargo).

    “A mulher tem muito essa coisa de tentar moldar o cara, colocar o cara debaixo dela. Mas não é na maldade. É como se fosse um teste realmente, né?”, afirmou na gravação.

    Schutz tem um perfil no Instagram com mais de 300 mil seguidores com o nome “Manual Red Pill” em que divulga os cortes dos programas em que participa.

    “Por isso que o propósito do homem tá sempre acima”, “Você não precisa mudar seu jeito para agradar mulher” e “O homem tá mais feito para o sexo do que a mulher” são alguns dos temas polêmicos de seus vídeos apontados por internautas como machistas e misóginos.

    Após Lívia trazer o caso a público, Thiago também compartilhou em sua própria rede social um print de diversas ligações feitas para a atriz, com o suposto intuito de “trocar uma ideia”. Em seguida, Lívia rebateu dizendo: “O curioso caso do macho que ameaça uma mulher de morte e não sabe por que ela não atende”.

     

    Na postagem de Lívia, há comentários de apoio à atriz, como “cheguei aqui pela notícia da ameaça que recebeu do bonito lá. Estou feliz que ele mesmo tá ajudando a divulgar seu trabalho” e “agora eu entendi a treta. Na verdade não tem treta. Só um macho fraco se queimando sozinho”.

    Ao revelar, nos stories, a ameaça sofrida, a atriz legendou: “Tchurma, o guerreiro campa me ameaçou. Devo me preocupar?”.

    A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso foi registrado como ameaça na Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 27º DP (Campo Belo-SP). Por se tratar de um crime de ação penal condicionada, a autoridade policial está em contato com a vítima para que ela informe se quer representar criminalmente contra o autor para que as investigações sejam iniciadas.

    A atriz se pronunciou em uma postagem nas redes sociais. Leia o comentário na íntegra abaixo:

    O fator mais preocupante dessa ameaç4 pública é a ausência de medo da justiça por se achar acima da Lei.

    O governo anterior autorizou e estimulou atentados contra mulheres que levantassem suas vozes e ainda estamos vivendo esse momento.

    Esse cara discursa diariamente para um exercício de homens com suas masculinidade frágeis, QUESTIONANDO os poucos direitos que as mulheres conquistaram. POUCOS.

    É um discurso de ódio a qualquer mulher que não aceite ser submissa. É um discurso que dá argumentos para homens que violen4m, assedi4m e mat4m mulheres por estarem inseguros em sua masculinidade. É um DESSERVIÇO a qualquer conquista dos Direitos Iguais, Direitos
    Humanos.

    Portando, não cabe mais termos livremente na internet esse tipo de conteúdo que incita a viol3ncia contra a mulher.Tem que intimidar e expor agress0r SIM ! Com a Lei haverá puniçã0 e quebra desse ciclo que compromete a saúde mental de TODAS as mulheres.

    Misoginia não é opinião.E enquanto artista eu vou debochar SIM! Expor ao ridículo sim em meus vídeos, toda e qualquer manifestação que diminua a mulher. E se vc se sentiu incomodado, apenas MELHORE.

    Campari Brasil se manifesta sobre o caso

    A empresa publicou uma nota sobre o caso de Thiago Schutz, que ficou conhecido na internet por beber a bebida. Veja na íntegra:

    Recebemos inúmeros comentários sobre a expectativa de uma campanha de marca, oportunidade de engajamento, entre outras menções relacionadas ao recente acontecido.

    Não é hora de campanha. Não é sobre engajamento. O assunto é sério e precisamos tratá-lo com a devida importância.

    O Grupo Campari, em razão dos últimos acontecimentos envolvendo o nome da companhia, vem a público informar que não tem, e nem nunca teve, nenhum tipo de relação, vínculo ou contato com Thiago Schutz.

    Campari se solidariza com todas as mulheres impactadas com os acontecidos, e declara que rechaça veementemente qualquer tipo de atitude de preconceito ou violência.

    *Publicado por Fernanda Pinotti. Com informações de Flávia Martins, da CNN