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    Participante de “Casamento às Cegas” cita saúde mental e diz se arrepender de ter feito reality

    Danielle Ruhl, que apareceu na segunda temporada do reality norte-americano, revelou problemas com a produção do programa

    Reprodução/Instagram Danielle Ruhl

    Leticia Pazerocolaboração para a CNN

    São Paulo

    Danielle Ruhl, participante da segunda temporada do reality show “Casamento Às Cegas”, da Netflix, fez um relato em seu Instagram sobre algumas situações que passou com a produção do programa.

    A publicitária contou que, antes de ser escolhida para o casting, teve uma entrevista de 30 minutos com um psicólogo, onde relatou todos seus traumas e tentativas de suicídio no passado.

    “Olhando para trás agora, eu percebo que não deveria ter participado e queria ter tido mais consciência disso. Eu realmente acreditei que os psicólogos não escolheriam pessoas que eles não acreditavam que estavam com a saúde mental ok. E, pelas premissas do reality, achei que seria diferente”, explicou ela.

    Danielle contou que acreditava que as informações passadas nas entrevistas eram confidenciais, e se enganou.

    “Durante as gravações, os produtores traziam traumas do passado para que você se desestabilizasse e tivesse a reação que eles queriam. Reviver essas coisas todos os dias foi muito difícil”, declarou.

    Em certa parte do reality show, participantes que ficaram noivos foram para a “lua de mel” no México. Nessa viagem, as coisas ficaram piores, segundo Danielle.

    Em uma ocasião, os produtores disseram que ela não poderia ir ao encontro dos casais por suspeita de Covid. Entretanto, ela e seu noivo, Nick, estavam juntos 24h, e ele foi liberado para ir.

    “Minha ansiedade começou a aparecer, e Nick pediu para que os produtores deixassem alguém de confiança para me fazer companhia. Isso não aconteceu. Fiquei me perguntando o real motivo que eles não queriam que eu fosse e tive uma crise de pânico.”

    “Me recusei a ser gravada e a usar o microfone e me escondi no closet com medo de terem câmeras escondidas. Quando Nick voltou das gravações, mandaram ele ao quarto, com o microfone ligado para poder pegar minha voz. Ele percebeu o que estava acontecendo e que eu havia ficado sozinha o tempo inteiro”, desabafou ela.

    Eles tentaram desistir do programa e os produtores os convenceram a ficar, mas não houve assistência psicológica.

    “Eu entrei nisso sabendo que teria uma multa de 50 mil dólares se deixássemos as gravações, e eu deveria ter levado isso mais a sério antes de assinar o contrato”, explicou Danielle.

    A publicitária ainda finalizou dizendo que compartilhou sua experiência para que a empresa aprendesse a tratar melhor seus participantes e, também, para que os espectadores assistam sem “pegar tão pesado” com quem está participando.

    “A experiência de cada um é diferente e estou falando apenas por mim mesma. Na minha temporada, as experiências das pessoas foram muito diferentes, baseadas na ética dos produtores de cada um. Meu produtor nas gravações foi ético e muito melhor que o produtor do México, que foi quando as coisas foram ladeira abaixo”, finalizou.

    A CNN entrou em contato com a Netflix e aguarda retorno.