Paul McCartney revela que fez as pazes com John Lennon antes de sua morte

Músicos que se conheceram ainda adolescentes formaram uma das parcerias mais influentes da história da música

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O cantor Paul McCartney, 83, afirmou que conseguiu reconstruir sua amizade com John Lennon (1940-1980) nos anos que antecederam a morte do ex-colega dos Beatles, após o fim da banda britânica, em 1970.

A relação entre os dois, que se conheceram ainda adolescentes e formaram uma das parcerias mais influentes da história da música, se desgastou no período da separação do grupo, mas melhorou gradualmente ao longo da década seguinte.

Em entrevista à série "Words + Music: The Man on the Run", da Audible, o astro relatou que a reconexão começou com conversas sobre paternidade.

"Em um dado momento, conseguimos conversar de verdade, em vez de discutir. Era mais um papo sobre o que estávamos fazendo. John tinha tido Sean, então era pai de um bebê, e a gente falava sobre filhos e coisas cotidianas."

Paul explicou que um interesse em comum ajudou a aproximá-los novamente.

"Eu tinha começado a fazer pão e estava ficando bom nisso, e comecei a falar com ele, e ele disse: 'Ah, eu também estou fazendo pão'. Então, o que tínhamos em comum eram essas pequenas coisas do dia a dia. De alguma forma, isso trouxe paz. Foi bom termos isso em comum. E não estávamos mais brigando. Eu ia visitá-lo e passamos a interagir bastante, assim como com George [Harrison] e Ringo [Starr]. Tudo ficou bem mais agradável."

Lennon foi assassinado em 1980, aos 40 anos, em frente ao edifício onde morava em Nova York.

Paul disse acreditar que ter conseguido retomar a amizade antes da tragédia foi um alívio.

"Esse foi o único consolo quando John foi assassinado. Graças a Deus conseguimos nos reconectar. Não sei o que teria pensado se isso não tivesse acontecido. Se ainda estivéssemos em pé de guerra e ele tivesse morrido, eu teria perdido a chance de fazer as pazes."

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