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Preta Gil precisou ser reanimada pelos médicos em 2023

Cantora falou sobre o ocorrido em entrevista publicada em 2024

Nicoly Bastos, da CNN
Preta Gil
Preta Gil  • Instagram/Preta Gil
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Antes de sua morte, confirmada no último domingo (20), a cantora Preta Gil comentou sobre uma experiência de "quase morte" que viveu em 2023, no ínicio do diagnóstico de câncer, quando passou por uma septicemia.

Em entrevista ao programa "Roda Viva" no início de 2024, Preta relembrou o ocorrido e disse que, neste momento, seu pai a ajudou a lidar com a ideia da morte.

"Meu pai sempre falou sobre a morte. Quando eu tive septicemia, no começo do meu tratamento ainda em quimioterapia, foi um divisor de águas muito importante na minha vida porque eu tive uma experiência de quase morte. Eu fui ressuscitada pelos médicos", contou ela.

"Quando passei por essa experiência, meu pai foi me visitar no hospital. Eu estava muito debilitada e ainda estava correndo risco de vida. Ele falava: ‘se conecte com a natureza’... ‘a vida tem um fim’... ele falou um monte de coisa que na hora não entendi, mas ele, de uma maneira muito poética, muito humana e muito afetiva, falou sobre eu encarar a morte”, revelou.

Concluindo a história, Preta Gil falou sobre o medo de morrer.  “Hoje eu tenho menos medo da morte, ainda tenho um pouco. Tenho medo de não viver, de não ver minha neta crescer. É algo que me angustiava muito”, disse à época.

A cantora faleceu após mais de dois anos de luta contra o câncer. Em janeiro de 2023, Preta teve um câncer no intestino diagnosticado. Sempre otimista, a cantora compartilhava abertamente -- nas redes sociais e em entrevistas à imprensa -- seus desafios na batalha contra a doença. Relembre toda a trajetória de Preta Gil em busca à cura do câncer.

Gilberto Gil publicou um comunicado lamentando a morte e pedindo compreensão dos fãs. A informação da morte da artista havia sido confirmada anteriormente à CNN por meio da assessoria da artista.

Ícone cultural brasileiro, Preta, filha de Gilberto Gil, era de uma família tradicional do cenário artístico e foi uma importante figura feminina, com voz ativa pela luta contra o racismo e a gordofobia e pelos direitos das mulheres e da comunidade LGBT+ por meio de suas produções e atuação no setor.

Preta deixa o filho Francisco e a neta, Sol. Sua carreira foi marcada por seis álbuns, além de um bloco de Carnaval no Rio de Janeiro, o Bloco da Preta, e atuação na publicidade, com a agência Mynd.

 

 

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