Pulitzer premia cobertura da invasão ao Capitólio, pandemia e mais; veja vencedores

Reuters, The New York Times e Washington Post venceram algumas das categorias

Cerimônia virtual premiou coberturas de conflitos na Ásia e críticas ao governo americano; jornalismo regional também teve destaque
Cerimônia virtual premiou coberturas de conflitos na Ásia e críticas ao governo americano; jornalismo regional também teve destaque Foto: Reprodução/Pulitzer Prize

Ingrid Oliveirada CNNDaniel Trottada Reuters

em São Paulo

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O Prêmio Pulitzer, considerado o mais importante do jornalismo, anunciou seus ganhadores em uma cerimônia virtual nesta segunda-feira (9). 

Os prêmios, concedidos desde 1917, foram estabelecidos no testamento do influente editor de jornais Joseph Pulitzer, que morreu em 1911 e deixou dinheiro para ajudar a iniciar uma escola de jornalismo na Universidade de Columbia e estabelecer os vencedores.

O prêmio inicial começou com quatro indicações do jornalismo, quatro em letras e teatro, um em educação e cinco de viagem. Hoje, eles normalmente homenageiam 15 categorias em reportagem de mídia, redação e fotografia, além de sete prêmios em livros, drama e música.

Um conselho formado principalmente por editores sêniores dos principais meios de comunicação e acadêmicos dos EUA preside o processo de julgamento que determina os vencedores.

Veja os ganhadores

O jornal “The Washington Post” ganhou o Pulitzer de serviço público pela cobertura da invasão ao Capitólio dos Estados Unidos por apoiadores do ex-presidente Donald Trump, em janeiro de 2021. 

Um grupo de fotógrafos da “Getty Images” ganhou a categoria “Breaking News” (notícias urgentes) por fotos tiradas no dia da invasão ao Capitólio.

A “Reuters” levou na categoria de fotografia de longa-metragem pela cobertura da pandemia do coronavírus na Índia.

O jornal “The New York Times” ganhou três prêmios: um de reportagem nacional pela cobertura de blitze policiais; outro para reportagens internacionais pela análise dos fracassos da guerra aérea dos EUA no Oriente Médio; e um terceiro pelas críticas a Salamishah Tillet, em uma análise que contou com a participação de vários escritores sobre raça nas artes e na cultura.

Uma equipe do “Insider” ganhou o Pulitzer de reportagem ilustrada por uma história em quadrinhos intitulada “Como escapei de um campo de internamento chinês”.

A “Quanta Magazine”, uma publicação online que cobre física, matemática, biologia e ciência da computação, levou o Pulitzer explicativo pela “cobertura que revelou as complexidades da construção do Telescópio Espacial James Webb”.

A “Futuro Media” e a “PRX” ganharam o Pulitzer de reportagem de áudio por “Suave”, um podcast que os juízes chamaram de “um perfil brutalmente honesto e imersivo de um homem que volta a entrar na sociedade depois de cumprir mais de 30 anos de prisão”.

O conselho do Pulitzer observou os “tempos desafiadores e perigosos para jornalistas em todo o mundo”, homenageando 12 jornalistas mortos cobrindo a guerra na Ucrânia, oito jornalistas mexicanos assassinados neste ano e outros casos de agressão e intimidação contra jornalistas no Afeganistão e em Mianmar.

A citação especial para jornalistas da Ucrânia aplaudiu a “coragem, resistência e compromisso com reportagens verdadeiras durante a implacável invasão de seu país por Vladimir Putin e a guerra de propaganda na Rússia”.

 

Com informações de Brian Stelter, da CNN

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