Rafa Brites desabafa sobre sintomas de lipedema: "Muita dor"
Apresentadora revelou diagnóstico da doença vascular crônica que causa dor e acúmulo de gordura irregular

Rafa Brites, 39, revelou recentemente que foi diagnosticada com lipedema. A doença é caracterizada pelo acúmulo de gordura irregular no corpo, além de dor e sensibilidade no local afetado.
Em seus stories no Instagram, a apresentadora explicou como descobriu a sua condição. Ela contou que foi ao médico no final do ano passado, e ele comentou que muitas pessoas chegam ao consultório dele achando que têm lipedema. No caso de Rafa, mesmo sendo magrinha, o que não costuma ser associado à doença, ela tem o diagnóstico de lipedema.
Em seguida, a apresentadora revelou alguns dos sintomas. "Eu vivo com roxos na perna que eu não sei o que é. Estou com uma bermuda super solta, que só está encostando, mas a marca [na perna] fica", comentou.
"E sinto muita dor. Parece que a minha perna pesa 100 kg. Não é que eu estou com o corpo inteiro com retenção de líquido. É a perna que dói", explicou.

Entenda o lipedema
O lipedema é uma doença crônica vascular que acomete cerca de 12% das mulheres brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Lipedema. Apesar disso, a doença ainda é confundida com outros quadros, como sobrepeso e obesidade, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento ideal.
"O lipedema surgiu como diagnóstico há quase 100 anos, quando médicos perceberam que algumas mulheres que tinham uma assimetria no corpo, com muito mais gordura da cintura para baixo, também apresentavam muita dor, sensibilidade, hematomas que surgiram com facilidade, dor articular, inchaço e varizes associadas", disse Vitor Gornati, especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular, à CNN. "Tudo isso foi colocado em um único 'cesto' e chamado de lipedema", completa.
O tratamento é dividido em duas categorias: o clínico e o cirúrgico. "Todas as pessoas vão precisar do tratamento clínico, mas nem todas vão precisar de cirurgia. Isso vai depender de como cada um responde ao primeiro", diz Gornati.
O tratamento clínico consiste em mudanças no estilo de vida, com a adoção de uma alimentação anti-inflamatória, e a prática de atividade física com exercícios específicos para as características de cada paciente. Também podem ser indicados a drenagem linfática e o uso de meia-elástica compressiva.
Já o tratamento cirúrgico é indicado para os pacientes que não respondem ao tratamento clínico. Nesse caso, é indicada a lipoaspiração, que consiste na remoção do excesso de gordura, aliviando a dor e melhorando a mobilidade.
*Com informações de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil.


