Raphael Montes sobre cenas pesadas dos livros: "Não é violência gratuita"

Autor de obras como "Dias Perfeitos" e "Jantar Secreto" falou sobre processo da escrita em presença na CCXP25 neste domingo (7)

Nicoly Bastos, da CNN Brasil
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Donos de algumas das obras de suspense mais famosas do Brasil, o escritor Raphael Montes ("Dias Perfeitos" e "Jantar Secreto"), falou à CCXP25 neste domingo (7) sobre seu processo de escrita no Palco Omelete -- especialmente as partes mais polêmicas dela.

Uma das marcas registradas do autor é gerar incômodo com passagens sobre violência, física e psicológica.

"Eu tenho vontade de tratar de assuntos polêmicos e pesados. Mas a violência não é gratuita. Eu tento fazer com que ela esteja entrelaçada com a história que eu quero contar, e muitas, vezes é relacionada à violência da própria sociedade", disse o autor.

"Quando eu tenho uma ideia e penso 'melhor não' é aí que eu quero fazer", complementou.

O autor brincou ao relatar o processo de escrita das partes mais polêmicas de um livro dele. "Sacrifico uma criança, duas virgens e com o sangue escrevo a história", disse ele, aos risos, antes de soltar a parte real do processo: "Tenho sempre um grande copo d'água, máquina de café e um bom banho".

Por fim, Montes enfatizou que "não reescreveria nada" sobre suas histórias.

"O livro tem uma coisa bonita de se um retrato de quem você é naquela época."

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