Reta final de Três Graças: 3 pontos da novela que não fizeram sentido

Sequências do folhetim foram alvos de crítica por parte dos telespectadores

Paulo Vito, colaboração para a CNN Brasil
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A novela "Três Graças" chegará ao fim nesta sexta-feira (15). Escrita por Aguinaldo Silva, 82, a trama garantiu um saldo positivo de repercussão nas redes sociais durante os quase sete meses em que esteve no ar.

Existem, porém, alguns pontos da trama protagonizada por Sophie Charlotte que incomodaram uma parcela dos telespectadores. Confira a seguir:

Carinho de bebê

Uma das cenas que mais chamaram atenção de forma negativa foi ao ar no dia 4 de maio, quando o carrinho de bebê de Joélly (Alana Cabral) foi arremessado escadaria abaixo por Arminda (Grazi Massafera) em uma sequência de tirar o fôlego. A quarta Graça foi resgatada por Raul (Paulo Mendes) e surgiu ilesa, mesmo após passar por um momento de alto risco.

Na web, internautas acharam pouco convincente a queda do carrinho pelas escadas, tendo em vista que possivelmente o bebê seria arremessado do equipamento de proteção e a cena sequer aconteceria na vida real.

"Sem querer ser o tio chato da mentirada, mas eu já caí do carrinho de bebê num escadão e essa cena é fisicamente impossível", apontou um usuário do X.

O autor Aguinaldo Silva defendeu sua obra e afirmou que a sequência foi inspirada no filme soviético "O Encouraçado Potemkin", de 1925, que possui um acontecimento semelhante.

Cristiano

O diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista) do jovem Cristiano (Davi Luis Flores) gerou estranheza em "Três Graças". A criança foi responsável por gravar o roubo da estátua, que desenrola grande parte da trama.

Filho de Alaíde (Juliana Alves) e Rivaldo (Augusto Madeira), ele passou um bom tempo sem relevância na trama até de repente se revoltar quando o celular quebra e, a partir disso, surge a suspeita de ele ter algum tipo de neuropatia. Com a ajuda de Zenilda (Andreia Horta), a família descobre que o menino tem autismo.

Até então, nenhum comportamento dele sugeria o diagnóstico, nem apontava para uma possível trama sobre o assunto.

Lucélia

A personagem Lucélia (Daphne Bozaski) chamou atenção como vilã cínica que desde o início de "Três Graças" causava constrangimentos e até tramava contra os próprios familiares. Ela não deixava claro que era maldosa e fazia tudo por debaixo dos panos, algo que mudou completamente na virada da novela.

Quando deu uma volta em Bagdá (Xamã) e Vandílson (Vinícius Teixeira) para assumir o comando da Chacrinha, a vilã passou a ter o know-how de como gerir o tráfico em uma comunidade, mesmo sem ter nenhuma experiência anterior. Ela chegou a dar tiros para o alto, se mostrou destemida em relação à polícia e virou uma chefe do crime organizado repentinamente.

Lucélia até assumiu pontos de crueldade, como ter matado os pais e armado contra os tios, Kasper (Miguel Falabella) e João Rubens (Samuel de Assis), mas em nenhum momento mostrou ter conhecimento em comandar grandes esquemas.

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