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Sean "Diddy" Combs: promotores pedem pena de 11 anos e multa de US$ 500 mil

Juiz distrital dos EUA deve sentenciar Combs durante uma audiência em Manhattan na sexta-feira (3)

Luc Cohen, da CNN
Julgamento de Sean "Diddy" Combs entra na reta final  • Paras Griffin/Getty Images
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Os promotores federais dos EUA pediram a um juiz na terça-feira (30) que sentencie Sean "Diddy" Combs a mais de 11 anos de prisão esta semana, após a condenação do magnata do hip-hop por acusações relacionadas à prostituição.

Os promotores solicitaram "pelo menos 135 meses de prisão" e pediram ao tribunal que multasse Combs em US$ 500 mil (cerca de R$ 2,7 milhões), segundo o documento judicial. O juiz distrital dos EUA, Arun Subramanian, deve sentenciar Combs durante uma audiência em Manhattan na sexta-feira (3).

Combs, de 55 anos, enfrenta até 20 anos de prisão depois que um júri o considerou culpado, em 2 de julho, após um julgamento de dois meses, por duas acusações de transportar garotos de programa masculinos entre estados para se envolverem em performances sexuais com suas namoradas, alimentadas por drogas, enquanto ele assistia, gravava vídeos e se masturbava.

O júri absolveu Combs das acusações mais graves que ele enfrentava, extorsão e tráfico sexual, acusações que poderiam ter resultado em prisão perpétua. Combs se declarou inocente de todas as acusações e deve recorrer de sua condenação.

Os advogados de defesa dele pediram ao juiz na semana passada que impusesse uma sentença de 14 meses, argumentando que Subramanian não deveria considerar as provas de abuso de Combs contra suas ex-namoradas, visto que os jurados o absolveram de coagi-las ao sexo.

Com uma sentença como essa, Combs seria libertado até o final do ano, pois seria creditado pelo tempo já passado na prisão no Metropolitan Detention Center no Brooklyn, após sua prisão em 16 de setembro de 2024.

Combs fundou a Bad Boy Records e é creditado por popularizar o hip-hop na cultura americana.

Durante o julgamento, os promotores disseram que Combs coagiu duas de suas ex-namoradas a participarem das performances, por vezes conhecidas como "Freak Offs". Ambas as mulheres testemunharam que Combs as agrediu fisicamente e ameaçou cortar o apoio financeiro se elas resistissem aos encontros.

Os advogados de Combs argumentaram que não havia uma ligação direta entre o que eles chamaram de violência doméstica e a participação das mulheres nos "Freak Offs", uma estratégia que acabou resultando na absolvição de seu cliente nas acusações de tráfico sexual e extorsão.

Veja também: Vídeo flagra rapper Sean "Diddy" Combs agredindo mulher

 

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