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    Sede do governo de transição, CCBB Brasília foi projetado por Niemeyer e tem programação gratuita

    Instituição é um lugar especial na capital do país e seu edifício tem o nome do ex-presidente Tancredo Neves

    CCBB Brasília foi projetado por Oscar Niemeyer no fim da década de 1980
    CCBB Brasília foi projetado por Oscar Niemeyer no fim da década de 1980 CCBB Brasília

    Carolina Fariasda CNN

    São Paulo

    Na manhã de quarta-feira (2) o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, disse à CNN que o prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, será a sede de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A instituição é um lugar especial na capital do país e seu edifício tem o nome de um ex-presidente: o mineiro Tancredo Neves (1910-1985).

    O prédio é um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, um dos principais nomes da arquitetura moderna e um dos idealizadores de Brasília. Foi construído no final da década de 1980 para abrigar a área de gestão de pessoas do banco e suas linhas são harmonizadas com o estilo modernista da cidade. A transformação do espaço, que tem mais de 6 mil m², em centro cultural aconteceu em outubro de 2000.

    Logo na recepção do CCBB, o público se depara com um grande painel que ocupa toda a parede à direita com relevos brancos sobre o fundo azul. A obra é da artista franco-brasileira que mora em Olinda, Marianne Peretti. Trabalhos da artista podem ser vistos em vários monumentos em Brasília.

    De acordo com o site Patrimônio e Memória, do CCBB, Marianne é considerada a maior vitralista do Brasil e foi a única mulher a integrar a equipe de Niemeyer. “Seus painéis se harmonizam com a proposta arquitetônica moderna, relativizando os limites do espaço e permitindo a passagem de luz”, diz o site.

    Além de peças de teatro e cinema, o CCBB também possui um importante acervo com vários nomes das artes visuais brasileiras. Inaugurado em outubro de 2016, o Museu BB – Acervos do Brasil é um importante espaço no cenário cultural de Brasília e apresenta ao público, de forma permanente, o momentos históricos da economia brasileira e também obras de arte de diferentes épocas do país. São 76 obras de artistas como Di Cavalcanti, Tomie Ohtake, Carlos Scliar, Burle Marx e Athos Bulcão. O acervo do CCBB tem uma série de serigrafias sobre papel do artista.

    Azulejos da igrejinha Nossa Senhora de Fátima, em Brasília, uma das obras mais conhecidas de Athos Bulcão / Fundação Athos Bulcão

    Bulcão foi um dos artistas que mais colaborou para a construção da identidade cultural de Brasília. Ele foi pintor, escultor, desenhista e arquiteto, conhecido principalmente pelas suas padronagens imprevisíveis criadas para azulejaria. Coaborou com Niemeyer e suas obras se integram à arquitetura modernista, com painéis, murais e relevos.

    Suas obras estão presentes em edifícios como o Congresso Nacional, Câmara dos Deputados, Teatro Nacional Cláudio Santoro, Palácio do Itamaraty, Palácio do Jaburu, Memorial Juscelino Kubitschek, Capela do Palácio da Alvorada e Hospital Sarah Kubitschek, citando somente alguns pontos conhecidos em Brasília. Também são encontradas em importantes museus do país, especialmente em coleções de arte modernista.

    Jardins abertos

    A área externa do CCBB Brasília é composta por jardins abertos, ornados com árvores nativas do cerrado e com vista para o lago Paranoá e a ponte Juscelino Kubitschek. Nos jardins são realizados shows, apresentações de orquestras, festivais em formato rive-in e de cinema ao ar livre.

    Casulo, espaço no jardim do CCBB Brasília / CCBB Brasília

    Os imensos jardins abrigam duas exposições permanentes, uma delas, o complexo de obras Casulo, fica localizado próximo à recepção e área de alimentação do CCBB; onde as crianças e adultos podem aproveitar uma área de recreação verde e aberta. O espaço é idealizado por Darlan Rosa, criador do personagem Zé Gotinha. De dia é possível ver essas obras, feitas com chapa perfurada de aço, o que permite a ventilação e evita a retenção da água da chuva e a noite, as esculturas, que possuem características “translúcidas”, brilham como se tivesse luz própria, com a iluminação azul que chama a atenção para todo o espaço.

    O conjunto de obras sensoriais foi inspirado nos espaços onde as crianças podem brincar e interagir. Também na área externa está o Améfrica, uma obra interativa e paisagística, que pode ser apreciada por pessoas de todas as idades.

    Ziraldo e mais atrações

    Além das mostras permanentes, o CCBB recebe exposições temporárias. Desde outubro a instituição recebe a mostra Mundo Zira – Ziraldo Interativo, que ocupará a Galeria 3 e Pavilhão de vidro, com entrada gratuita.

    A exposição faz uma homenagem ao cartunista, que completou 90 anos em outubro, onde o público vai poder interagir com o universo de seus personagens e com ações que estimulam a criatividade e o espírito lúdico. Com design exclusivo e estrutura composta de grandes painéis projetados com personagens e grafismos do artista, o visitante pode vivenciar uma verdadeira imersão no Mundo Zira. E se engana quem pensa que a atração é para os pequenos. Públicos de todas as idades podem aproveitar e reencontrar o querido Menino Maluquinho, amigo de tantas gerações.

    Até 15 de janeiro de 2023, o CCBB Brasília também abriga a mostra Movimento Armorial 50 Anos, uma grande exposição que reúne arte, encontros musicais e conversas sobre o movimento artístico importante criado e liderado pelo dramaturgo, professor, pintor e consagrado escritor Ariano Suassuna (1927-2014).

    E até o próximo dia 20 a instituição tem em sua programação a exposição A Forma Não Cumpre a Função, do escultor Francisco Nuk, com sua série de obras que desafiam o olhar convencional do mobiliário cotidiano. As obras serão expostas no Hall do Museu BB, localizado no 1º andar.

    Serviço:

    CCBB Brasília

    SCES, Trecho 2 – Brasília/DF
    De terça a domingo das 9h às 21h
    Entrada gratuita mediante retirada de ingresso – visite o site para saber as regras de visitação.