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    Sindicato diz que estúdios querem acesso infinito a imagens dos atores feitas por IA

    Em declaração, negociador-chefe do SAG-AFTRA, criticou uma proposta com uso da inteligência artificial; greve de atores e roteiristas começou quinta-feira (13)

    Greve geral afeta diversas produções e divulgações de séries e filmes
    Greve geral afeta diversas produções e divulgações de séries e filmes REUTERS/Mike Blake

    Larissa Santiagocolaboração para a CNN

    São Paulo

    Duncan Crabtree-Ireland, negociador-chefe do sindicato dos atores, o SAG-AFTRA (Sindicato dos Atores e Federação Americana de Artistas de Televisão), disse durante uma coletiva de imprensa, na quinta-feira (13), que os estúdios desejam ter propriedade eterna de imagem de atores, que podem ser reproduzidas a partir do uso de inteligência artificial (IA), segundo o site “The Verge”.

    A entrevista marcou o início da primeira greve geral de atores e roteiristas de Hollywood desde 1980.

     

    Crabtree-Ireland disse, segundo o site, que havia recebido uma “proposta revolucionária” – mas que na verdade, os estúdios só queriam usar as imagens dos atores e atrizes “sem o seu consentimento e sem compensação”.

    “Eles propõem que nossos atores possam ser escaneados e receberem apenas um dia de pagamento por isso. E os estúdios então vão possuir esse nosso escaneamento, imagem e semelhança – e poder utilizá-la pelo resto da eternidade em qualquer projeto que desejarem, sem consentimento e sem compensação. Então, se você acha que isso é uma ‘proposta revolucionária’, sugiro que pense novamente”, afirmou.

    Já a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP), segundo o  “The Verge”, informou que a proposta incluía “o possível uso ‘revolucionário’ de inteligência artificial para proteger as semelhanças digitais dos atores membros da SAG-AFTRA”.

    Entenda a greve em Hollywood

    O SAG-AFTRA representa cerca de 160 mil atores de Hollywood e anunciou greve geral pela primeira vez em mais de 40 anos após não chegarem em um acordo final com grandes estúdios e serviços de streaming.

    Fran Drescher, presidente do sindicato, disse que as ofertas da administração do estúdio eram “insultosas e desrespeitosas”.

    “As empresas se recusaram a se envolver significativamente em alguns tópicos e em outros nos bloquearam completamente”, disse. “Até que eles negociem de boa fé, não podemos começar a chegar a um acordo”, completou.

    A base do sindicato já havia votado 98% a favor da autorização da greve.

    “Em vez de continuar negociando, o SAG-AFTRA nos colocou em um curso que aprofundará as dificuldades financeiras de milhares que dependem da indústria para sua subsistência”, disse a AMPTP.

    A notícia da greve veio depois que uma extensa tentativas de acordos, mas que não houve resolução por ambas partes.