Thiaguinho revirou referências para "Bem Black": "Nossa música segue viva"
Turnê da nova era começa no dia 11 de abril, com um show na Suhai Music Hall, na zona sul de São Paulo

O cantor Thiaguinho, 43, lançou na sexta-feira (27) a segunda parte do projeto "Bem Black". Consagrado como um dos principais nomes da história do pagode, agora o artista paulista mergulha em suas referências das décadas de 1970 e 1980 para ir além do seu ritmo de conforto e explorar também outras vertentes da black music.
O pagode é, na verdade, o fio condutor de um álbum de 14 músicas acompanhado de um filme musical que navega pelo soul, jazz, afrobeat e R&B. A proposta, segundo o próprio cantor, é valorizar a diversidade da música preta.
Em entrevista à CNN Brasil, Thiaguinho fala sobre a proximidade dos ritmos e mostra que a nova era é, na verdade, uma expansão em vez de uma substituição do pagode, campo no qual ele se consagrou com projetos do quilate da "Tardezinha".
"Em 'Bem Black', eu busquei me inspirar nos ritmos da black music juntamente com a minha essência, que é pagode. Esses ritmos sempre caminharam próximos, principalmente no Brasil. Os dois nascem da valorização e resistência da cultura preta", explicou o cantor. "Quando busco trazer as referências da black music, é para mostrar, justamente, que não é algo distante do pagode. Pelo contrário, é quase voltar para uma das fontes que sempre me inspiraram."
As referências que deram origem ao álbum, extraídas dos bailes black das décadas de 1970 e 1980, fizeram parte da formação musical de Thiagunho, que cita Tim Maia, Wilson Simonal, Sandra de Sá e Cassiano como algumas de suas inspirações.
"Eles abriram caminho e foram referências muito fortes pra mim nesse processo. O 'Bem Black' é uma forma de reverenciar essas raízes e mostrar o quanto a nossa música continua viva e inspirando novas gerações", explica.
Se na primeira parte a gente já tinha visto participação de nomes como Sampa Crew, Gaab e a própria Sandra de Sá, agora Thiaguinho trouxe também Negra Li e Walmir Borges. Este último é, inclusive, seu produtor de longa data. Em "Bem Black", ele toca guitarra; e a direção musical é dividida entre Thiago e Wilson Prateado.
"O Walmir já é parceiro de caminhada há muito tempo. Ele tem uma sensibilidade musical incrível e entende bem a minha essência. Então ele ajuda a transformar todas as ideias em som, mensagem, melodia… trabalhar com gente assim deixa tudo mais leve", explica Thiaguinho.
Turnê "Bem Black" ganha as ruas
A nova era de Thiaguinho ganha as ruas no dia 11 de abril, quando ele fará o primeiro show da turnê "Bem Black" na Suhai Music Hall, na zona sul de São Paulo. Os ingressos estão à venda no site oficial da Ticketmaster e vão de R$ 110 (meia-entrada da pista) a R$ 380 (camarote).
À CNN Brasil, o cantor adiantou que o público pode esperar um outro formato de show. Segundo ele, "Bem Black" está "mais conectado com a sonoridade e o conceito do projeto". A "Tardezinha", no entanto, segue como ponto relevante, e Thiaguinho prometeu levar a mesma energia e a troca com o público para a nova turnê.
"Uma coisa que levo da Tardezinha, com certeza, é a troca com o público, a energia de celebrar a música juntos. Isso para mim é essencial e vai continuar presente em tudo que eu fizer no palco", afirmou.


