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"Tremembé": Suzane von Richtofen vende chinelos personalizados desde 2023

Ex-detenta mantém ateliê online de artesanato e ganha fama com a marca "Su Entrelinhas"

Giu Aya, da CNN Brasil
"Tremembé": Suzane Von Richtofen vende chinelos personalizados desde 2023  • Instagram / Su Entrelinhas
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Desde janeiro de 2023, após ganhar o direito de cumprir pena em liberdade, Suzane Von Richthofen, 42, é microempreendedora e passou a vender chinelos personalizados e outros produtos artesanais pela internet.

O negócio, batizado de "Su Entrelinhas", foi criado em Angatuba (SP), cidade onde ela chegou a morar quando deixou a penitenciária feminina de Tremembé.

A informação sobre o ateliê foi revelada por Ulisses Campbell, autor do livro “Suzane: Assassina e Manipuladora”. Segundo o jornalista, os chinelos decorados são o principal produto da marca e custam entre R$ 150 e R$ 180.

As peças são entregues para todo o Brasil e chamam atenção pelo acabamento artesanal e pelas embalagens com etiqueta rosa, que acompanham cada encomenda. Em janeiro de 2024, a loja passou por uma pausa, e retornou em junho do mesmo ano.

Desde dezembro do ano passado, o Instagram da loja não postava nada na rede social. Porém, nesta segunda-feira (3), após o sucesso da série "Tremembé", um vídeo foi publicado. Internautas chegaram a comentar que Suzane estaria "aproveitando o hype para divulgação".

Ainda conforme Ulisses, a curadoria artística do ateliê é feita por Josiely Olberg, irmã de Luciana Olberg -- condenada por estupro de duas meninas. As duas se conheceram na prisão de Tremembé, onde Suzane passou boa parte de seus 20 anos de reclusão.

“Todos os produtos são produzidos à mão com muito amor e carinho pela Su”, diz a descrição da loja online. As encomendas, segundo o anúncio, podem levar até 15 dias para chegar ao cliente.

Com mais de 55 mil seguidores no Instagram, Suzane tem usado as redes para divulgar o trabalho e manter contato com o público. Parte dos compradores são fãs curiosos pela história da ex-detenta, e alguns chegam a pedir autógrafos nas embalagens ou produtos.

O sucesso inicial, no entanto, veio acompanhado de polêmicas. Segundo Ulisses Campbell, houve questionamentos sobre a autoria real dos produtos vendidos. Clientes descobriram que parte dos itens não era confeccionada diretamente por Suzane, o que levantou dúvidas sobre a veracidade da produção artesanal que ela anunciava.

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