"Vale Tudo": o que acontece com César no final da novela?
No remake, o personagem é interpretado pelo ator Cauã Reymond, mas foi vivido por Carlos Alberto Riccelli na versão original exibida pela Globo em 1988

Na versão original de "Vale Tudo" exibida em 1988, César Ribeiro, modelo interpretado por Carlos Alberto Riccelli, vivia à base de surfe e de aplicar golpes para se dar bem na vida. Ao longo da trama, ele engata um romance com sua principal aliada, Maria de Fátima (Gloria Pires), além de manter um caso com a poderosa Odete Roitman (Beatriz Segall).
Com o desenvolvimento do enredo, ele flutuou entre momentos em que esteve em alta e outros nem tanto. Ao final, concluiu o folhetim se dando bem, usufruindo de toda riqueza e dinheiro que a vilã, filha de Raquel Acioli (Regina Duarte) iria herdar após o casamento com o príncipe Giovanni (Marcos Manzano).
Na adaptação, que agora leva texto de Manuela Dias, seu enredo - até o momento - está mantido. As modificações realizadas pela autora visam aproximar a obra do atual cenário brasileiro, seja pela mudança no visual, trilha musical e o uso de gírias.
Abaixo, a CNN prevê qual pode ser o fim de César, levando em consideração os acontecimentos exibidos nos capítulos finais da novela de 1988.
No penúltimo capítulo, César e Fátima se enfrentam após Raquel decidir levar a culpa pela morte da vilã, Odete Roitman, para livrar o amado, Ivan Meireles (Antônio Fagundes) - que também não é o responsável pelo ocorrido. "Eu não posso deixar minha mãe na delegacia e sendo acusada de um crime que ela não comeu", diz ela.
"Problema é dela. Se manda, Fátima", responde o ex. "Eu não posso dizer por que eu fui procurar no apartamento, droga", reclama Fátima. "Será que não deu para entender que eu não tenho nada com essa história?", continua César estressado. "Você não pode deixar minha mãe ser presa por sua causa", ela o acusa mais uma vez.
"Eu não matei a Odete Roitman, será que eu vou ter que repetir quantas vezes para você?", diz César. "Droga! E eu vou fazer o quê? Dizer que eu fui te procurar, é?", pergunta Fátima. "Vai, fala. Quando eles souberem dessas provas vão livrar a cara da sua mãe. Se bem que eu não acho que ele vão acreditar que a sua mãe tenha cara de assassina", Ribeiro ameniza.
"César, para de brincar!", ela pede. "Eu não tenho mais paciência não, vai, se manda daqui, Fátima. Eu já te falei, eu não matei a Odete Roitman, você não tem o direito de encher o meu saco, se manda. Se manda, Fátima", ele conclui abrindo a porta do apartamento, dando espaço para que a jovem se retire do local.

Na sequência, César faz uma ligação para Marco Aurélio (Reginaldo Faria), afirmando que eles precisam conversar. "Marco Aurélio, sou eu. Preciso te encontrar, cara. Estão botando mais cocô no ventilador", comenta assustado antes de, finalmente, explicar o que aconteceu.
"Me tirar de casa uma hora dessas, tem que ser uma coisa muito importante", diz o empresário. "É importante sim, cara. Fiz tudo o que você mandou e quero minha grana. Cadê? Estou saindo do Brasil, e é para já", pede o modelo. "Escuta aqui rapaz, que história é de ficar me ameaçando?", rebate quando percebe que está sendo cobrado pelo surfista.
Nesse momento, Fátima bate na porta do local onde os dois tentam acertar os pontos. "Eu sei que o César está aqui. É melhor abrir", diz ela. "Como você sabia que eu estava aqui?", ele tenta entender. "Eu não sabia, eu te segui, seu idiota", responde a ex-amante.
"Calma, calma menina. Você não sabe com quem você está lidando, não. Esse cara aí fala que não foi, mas eu acho que ele matou a Odete Roitman", diz o culpando. "E você se junta a esse calhota para me prejudicar?", rebate Fátima incrédula, dando início a uma nova discussão.
Para tentar acalmar os ânimos, César tenta conversar com Marco Aurélio, e sugere que ele dê um dinheiro para que Fátima fique de boca fechada. Ela, no entanto, deixa o local, levando as chaves da porta. "Sujou geral. A gente tem que se mandar aqui. Não temos um minuto a perder", alerta o funcionário da TCA.
Logo depois, ele e Marco Aurélio protagonizam uma nova discórdia, desta vez motivada pelo dinheiro que o empresário deve ao ex-modelo. "Não, espera aí. Aqui só tem 50 mil dólares, cara, não foi o que a gente combinou. Não vem com historia que vai fazer depois", diz ele.
"São 50 paus e trate de lamber os beiços, essa grana dá perfeitamente para você sair do país, via Paraguai, e você não é nenhum idiota de querer passar pela alfândega, não é, garotinho?", fala Marco Aurélio com ironia. "Não foi isso que a gente combinou", César insiste.
"O que a gente combinou, o vento levou. E agora cai fora antes que eu me arrependa. Vai logo pegar o seu aviãozinho para o Paraguai, porque essa grana aí dá perfeitamente pra sua viagem, e para você se segurar, até arrumar uma índia velha para ficar explorando. Cai fora", afirma por fim.
Seguindo os planos, Fátima vai até a delegacia, fala de uma suposta ligação entre os dois, fazendo com que o delegado vá atrás de César, mas o plano não dá muito certo, já que o surfista já está a caminho da Europa, destinado a viver uma nova vida.

Tempos depois, de volta do Brasil, ele se encontra com Fátima e, depois de irem para cama, jogam conversa fora em meio a um jantar à luz de velas. Na conversa, Ribeiro diz que só conseguiu se dar bem depois de um bom tempo. "Como?", questiona ela. "Conheci um cara, um príncipe. Giovanni (Marcos Manzano), boa gente ele. Não é de ficar chateando a gente", comenta.
"Ele está no Brasil?", pergunta interessada. "Sim, por sua casa", insiste Ribeiro. "Por minha causa? Ah, César, qual é? Não vai ficar gozando com a minha cara, não", diz irritada.
César, então, abre o jogo: "Ele está tentando um lance que pode ser muito bom para nós dois. Ele resolveu entrar na política, partido conservador, vai ser deputado nas próximas eleições. E daí, não sei por que, correm certos boatos... e ele precisa de uma mulher para casar, Fátima, para tapar a boca da oposição", conta.
Fátima, entendendo que o príncipe é gay, fica em dúvida se seria necessário ficar casada por muito tempo. "Para o resto da vida?".
César, responde que, caso tope, ela terá contrato assinado, lavrado em cartório. "Você não pode imaginar a grana que vai rolar nessa jogada, pelos cálculos da família e da assessoria do partido político, eles estão dispostos a dar US$ 1 milhão por ano para essa mulher. Só para constar, Fátima, não vai ter que ficar casada mais do que cinco anos, e eu vou estar lá, morando junto com vocês".
A cena acontece um dia antes do filho de Fátima e César completar dois anos de vida. "Você sabe que o nosso filho faz dois anos amanhã?", lembra ela. "Não vai dar para estar misturando as estações, Fátima. Ou bem você, sua mãe e o bebê, ou bem [você] circulando nas melhores roupas da Europa. Quem sabe de sua vida é você!", garante.

Quando percebe que Fátima topou a ideia, César dá a última cartada: apresenta o italiano gay, com quem divide uma suíte e dá indícios de um possível romance - a Fátima. Eles se casam e, mesmo com matrimônio oficializado, a dupla mantém o romance, ostentando a vida poderosa.


