Fotos: os mascotes olímpicos de todas as edições dos Jogos


Diego Freire Da CNN Brasil, em São Paulo
14 de março de 2020 às 15:48 | Atualizado 14 de março de 2020 às 16:20

A história dos mascotes olímpicos se confunde com a narrativa de cada edição dos Jogos e com os acontecimentos do mundo em cada período. A tradição iniciada nos Jogos de Munique, em 1972, com um cachorro, chega a Tóquio, em 2020, na forma de um robô.  

Já houve mascote que foi trocado por questões políticas; outro fez sucesso a ponto de se tornar desenho animado; e, pelo menos um deles, o urso Misha, protagonizou um dos momentos mais marcantes de todas as Olimpíadas. 

Confira, na galeria abaixo, a história de todos os mascotes olímpicos.   

 

Miraitowa Mascote Tóquio 2020

Miraitowa, robô mascote dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Foto: Divulgação/ COI

Tóquio 2020 

Após a análise de 2.042 desenhos enviados por moradores do Japão, o comitê organizador dos Jogos de Tóquio apresentou em 2017 seu mascote: batizado de Miraitowa — nome que junta as palavras japonesas “mirai” (futuro) e “towa” (eternidade) — o robô humanoide simboliza “o velho e o novo, ecoando o conceito de inovação pela harmonia”, segundo sua descrição oficial.

 

Mascote da Olimpíada Rio 2016

Mascote da Olimpíada Rio 2016

Foto: Divulgação     

Rio de Janeiro 2016 

O processo de criação do mascote dos primeiros jogos olímpicos realizados no Brasil demorou dois anos. Em novembro de 2014, o público conheceu a figura que simbolizou o evento, descrita como uma mistura de diversos animais da fauna brasileira. O nome, Vinícius, foi escolhido em votação popular e homenageia o compositor Vinícius de Moraes. 

 

Mascote da Olimpíada de Londres 2012

Mascote da Olimpíada de Londres 2012

Foto: Divulgação

Londres 2012 

O mascote Wenlock teve sua história criada por Michael Morpurgo, escritor britânico de literatura infantil. A explicação é que a criatura foi fabricada com uma das últimas gotas de aço utilizadas na construção do Estádio Olímpico de Londres (inclusive o formato de sua testa imita o telhado da arena esportiva). A luz de sua cabeça vem dos famosos táxis pretos da cidade e seu olho tem o formato de uma câmera, filmando tudo o que vê. O nome do personagem faz referência à cidade inglesa de Much Wenlock, onde até hoje são realizados eventos esportivos que ajudaram a inspirar Pierre de Coubertin na criação dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.

Mascote da Olimpíada de Pequim 2008

Mascotes da Olimpíada de Pequim 2008

Foto: Divulgação


Pequim 2008 

Bei, Jing, HuanHuan, Ying e Ni. A junção do início dos nomes dos cinco mascotes de 2018 forma em chinês a frase “bem-vindo a Pequim”. Com traços modernos, cada um deles representa um elemento: Beibei (o peixe) faz referência à água; Jingjing (o panda) tem sua origem na floresta; Yingying (o antílope) simboliza a terra; Nini (a andorinha) vem do céu; e Huanhuan (uma chama), personifica o fogo. De acordo com a descrição oficial, a união de todos os mascotes forma o “fuwa”, que pode ser traduzido como “bonecos da boa sorte”.

 

Mascotes da Olimpíada de Atenas 2004

Mascotes da Olimpíada de Atenas 2004

Foto: Divulgação


Atenas 2004 

Após 108 anos, em 2004 os Jogos retornaram a Atenas, berço do espírito olímpico, e a escolha dos mascotes tratou de homenagear a rica história grega. Os irmãos Phevos (de azul) e Athena (de laranja) foram desenhados na forma de bonecos de argila do século 7 a.C., conhecidos como daidalas. Os nomes também fazem referência à mitologia do país: Febo é outra denominação para Apolo, o deus da luz e da música, enquanto Atena é a deusa da sabedoria e protetora da capital grega.

 


Mascotes da Olimpíada de Sydney 2000

Mascotes da Olimpíada de Sydney 2000

Foto: Divulgação

Sydney 2000 

Os australianos inovaram e, pela primeira vez na história, uma edição dos Jogos Olímpicos de Verão teve mais de um mascote. Três animais típicos do país foram escolhidos após pesquisa popular, com a determinação de não eleger coalas e cangurus, notadamente os bichos mais conhecidos do país. Assim ganharam vida o ornitorrinco Syd (nome que vem de “Sydney”), a cacatua Olly (de “Olimpíadas”) e a equidna (animal semelhante a porcos-espinhos) Millie — cujo nome é inspirado na palavra “milênio” em inglês (“millennium”). 

 

Mascote da Olimpíada de Atlanta 1996

Mascote da Olimpíada de Atlanta 1996

Foto: Divulgação



Atlanta 1996 

Criatura sem equivalente no mundo real, em contraste a todos os mascotes anteriores, Izzy causou tanto estranhamento que originalmente foi apresentado, na cerimônia de encerramento dos Jogos de 1992, com o nome de Whatizit (baseado na frase “what is it?”, que em português é traduzida como “o que é isso?”). Anos depois, seu nome foi alterado e até alguns traços modificados, acrescentando elementos como um nariz e um corpo mais atlético, mas o choque global permaneceu.

 

Mascote da Olimpíada de Barcelona 1992

Mascote da Olimpíada de Barcelona 1992

Foto: Reprodução



Barcelona 1992 

Cobi — um cão humanizado desenhado com traços cubistas — fez tanto sucesso como mascote dos Jogos Olímpicos que se tornou protagonista de um desenho animado: “The Cobi Troupe” teve 26 episódios e foi exibido em diversos países, inclusive no Brasil, mostrando aventuras do cachorro e seus amigos em Barcelona.

 

Mascote da Olimpíada de Seul 1988

Mascote da Olimpíada de Seul 1988

Foto: Reprodução



Seul 1988 

A Coreia do Sul faz parte dos “tigres asiáticos” — nações do leste do continente que apresentaram altas taxas de crescimento econômico desde a década de 1960. Nada mais simbólico do que um tigre representar o país no evento que mostrou ao mundo seu rápido desenvolvimento. Por votação popular, o animal foi batizado como Hodori (“Ho” significa “tigre” em coreano, enquanto “Dori” é um comum diminutivo masculino).

 

Mascote da Olimpíada de Los Angeles 1984

Mascote da Olimpíada de Los Angeles 1984

Foto: Divulgação


Los Angeles 1984 

No auge da Guerra Fria, os Jogos Olímpicos de 1980 e 1984 foram diretamente afetados pela acirrada divisão política do mundo na época: ambos foram boicotados por um grande número de países (o primeiro pelos aliados dos americanos e o segundo por nações alinhadas com a antiga União Soviética). Até os mascotes entraram na disputa global. Originalmente, os jogos de Los Angeles teriam um urso como mascote (animal presente na bandeira da Califórnia). No entanto, um urso também foi escolhido para representar os Jogos de Moscou. Assim, foi desenhada a águia Sam, uma versão animal do Tio Sam, unindo dois símbolos dos EUA. 

 

Mascote da Olimpíada de Moscou 1980

Mascote da Olimpíada de Moscou 1980

Foto: Reprodução


Moscou 1980 

O urso Misha (cujo nome completo é Mikhail Potapych Toptygin) protagonizou uma das cenas mais famosas de todas as Olimpíadas. No encerramento daqueles Jogos, um grande mosaico coreografado simbolizou a queda de uma lágrima de um olho do animal, triste pelo fim do evento. 

 

Mascote da Olimpíada de Montreal 1976

Mascote da Olimpíada de Montreal 1976

Foto: Divulgação

Montreal 1976 

O castor Amik foi o símbolo dos únicos Jogos Olímpicos de Verão sediados pelo Canadá. Seu nome, escolhido após votação popular, significa justamente “castor” em uma língua indígena do país. A decisão de homenagear os castores não surpreendeu: o animal é um dos maiores símbolos canadenses, presente em selos, moedas e até brasões governamentais. 

 

Mascote da Olimpíada de Munique 1972

Mascote da Olimpíada de Munique 1972

Foto: Divulgação



Munique 1972 

O colorido cão Waldi foi o primeiro mascote oficial da história dos Jogos Olímpicos de Verão. A honra de inaugurar essa tradição coube a um simpático dachshund (popularmente conhecido como “salsicha” no Brasil), raça oriunda da região da Bavária. Waldi foi tão importante para a promoção daquela Olimpíada que até a maratona teve um trajeto semelhante ao formato de um cachorro. Antes dele, outros grandes eventos esportivos já haviam aderido aos mascotes: as Copas do Mundo de futebol com o leão Willie (Inglaterra 1966) e o garoto Juanito (México 1970), e os Jogos Olímpicos de Inverno com o esquiador Shuss (Grenoble 1968).