Fórmula 1 quer começo da temporada 2020 para julho na Áustria

Chase Carey, CEO da controladora do lado comercial da categoria, disse que devem ser realizadas de 15 a 18 corridas após cancelamentos causados pelo coronavírus

Reuters
27 de abril de 2020 às 12:03
Temporada 2020 de Fórmula 1 deve ter de 15 a 18 corridas e terminar em dezembro em Abu Dhabi
Foto: Hamad I Mohammed - 1.dez.2019/ Reuters

A Fórmula 1 espera iniciar sua temporada 2020 na Áustria, em julho, sem torcedores, e terminar em Abu Dhabi, em dezembro, depois de corridas na Ásia e nas Américas, disse o CEO Chase Carey nesta segunda-feira (27).

A prova de abertura no Red Bull Ring, pertencente à empresa austríaca de bebidas energéticas que possui duas das dez equipes no grid de largada, seria realizada, conforme o planejado, para o fim de semana de 3 a 5 de julho.

O Grande Prêmio da França em Le Castellet, em junho, foi cancelado recentemente, tornando-se a 10ª corrida atingida pela pandemia do novo coronavírus, no que seria uma temporada recorde de 22 provas.

"Agora estamos cada vez mais confiantes com o progresso de nossos planos para começar nossa temporada neste verão [no hemisfério norte]", disse Carey em comunicado. "Nosso objetivo é começar as corridas na Europa em julho, agosto e início de setembro.”

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"Em setembro, outubro e novembro nós teríamos corridas na Eurásia, Ásia e nas Américas, terminando a temporada no Golfo em dezembro, com o Bahrein antes da final tradicional em Abu Dhabi, tendo completado entre 15 e 18 corridas."

Carey disse que a Fórmula 1 trabalha em estreita colaboração com as equipes e os promotores das corridas. Ele afirma que um calendário definitivo será publicado o mais rápido possível.

Outras provas que ainda esperam ser remarcadas são Vietnã, China, Azerbaijão, Espanha, Holanda e Canadá.

"Prevemos que as primeiras corridas fiquem sem torcedores, mas esperamos que eles façam parte de nossos eventos à medida que avançamos no calendário", afirmou Carey.

"Ainda temos que resolver muitas questões, como os procedimentos para que equipes e nossos outros parceiros entrem e operem em cada país."

O norte-americano, que representa a Liberty Media, sediada nos EUA e detentora de direitos comerciais da F1, disse que a saúde e a segurança continuarão sendo a prioridade.

"Só seguiremos em frente se tivermos certeza de que temos procedimentos confiáveis para lidar com riscos e possíveis problemas", afirmou.