Dezesseis clubes da Série A lançam manifesto em apoio à MP dos direitos de TV


Da Agência Brasil
16 de julho de 2020 às 23:07 | Atualizado 16 de julho de 2020 às 23:08
Flamengo e Palmeiras se enfrentam pelo Campeonato Brasileiro de 2019

Flamengo e Palmeiras se enfrentam em São Paulo em jogo do Campeonato Brasileiro de 2019

Foto: Amanda Perobelli - 1º.dez.2019/Reuters

Dezesseis dos vinte clubes da série A do Campeonato Brasileiro lançaram nesta quinta-feira (16) um manifesto apoiando a Medida Provisória 984, que muda regras sobre direito de transmissão de eventos esportivos, além de flexibilizar contratos de jogadores de futebol com os clubes. 

Sobre os direitos de transmissão, também chamado de “direito de arena”, a MP define que o clube mandante do jogo passa a ter direito exclusivo de vender a exibição das imagens da partida para uma emissora de televisão ou outra plataforma de mídia. Até então, a lei previa que os direitos pertenciam aos dois clubes envolvidos no espetáculo esportivo.

No manifesto divulgado nesta quinta, os clubes signatários afirmam: “Os torcedores ganham com o fim dos apagões de jogos, com mais craques em campo e com um melhor espetáculo no Brasil. Os clubes ganham com mais liberdade e receitas. E o país ganha com os clubes mais sólidos financeiramente, maior geração de empregos e crescimento de impostos pagos aos governos”.

As equipes que assinam o manifesto são: Athletico, Atlético-GO, Atlético-MG, Bahia, Ceará, Corinthians, Coritiba, Flamengo, Fortaleza, Goiás, Internacional, Palmeiras, Bragantino, Santos, Sport e Vasco.

Os quatro clubes que não participam da inciativa são Botafogo, Fluminense, Grêmio e São Paulo.

Leia também:

MP de Bolsonaro altera direitos de transmissão em jogos de futebol

O Tricolor das Laranjeiras chegou a emitir uma nota após a divulgação do manifesto, afirmando que “o Fluminense Football Club entende que os dispositivos da MP 984 carecem de melhor entendimento por parte dos clubes".

"Acreditamos que o debate é necessário e este ainda não se deu de forma adequada. Portanto, não foi ainda conclusivo para uma tomada de posição. O Fluminense acredita na negociação coletiva de direitos e, indissociavelmente, no debate coletivo, o que ainda não ocorreu de forma estruturada”, afirma o clube.