Sem título, Neymar não deve fazer frente a Lewandowski como melhor do mundo

Com 55 gols em 46 partidas, o polonês Roberto Lewandowski do campeão Bayern de Munich deve ser o eleito pela FIFA como o destaque de 2020

André Jankavski, da CNN, em São Paulo
23 de agosto de 2020 às 18:44 | Atualizado 23 de agosto de 2020 às 21:31
Neymar comemora gol contra o Olympique Lyonnais
Neymar durante partida do Paris Saint-Germain: o "pai não deve estar on" para o prêmio de melhor do mundo
Foto: Benoit Tessier - 4.mar.2020/Reuters

O sonho do Paris Saint-Germain de ser o melhor time da Europa ficou para o próximo ano. O mesmo deve acontecer com a cobiça de Neymar de ser eleito o melhor jogador do mundo. Apesar da recuperação do craque brasileiro após a parada causada pela pandemia da Covid-19, quando teve boas atuações, o polonês Robert Lewandowski, do campeão Bayern de Munique, parte como favorito para a disputa do final de ano.

É bom lembrar que nenhum dos dois tiveram participação decisiva na grande final da Liga dos Campeões deste ano.

Mas a eleição de Lewandowski deve acontecer na opinião de especialistas e ex-jogadores ouvidos pela CNN. Lewandowski, de fato, teve uma temporada fora do comum. No total, o polonês marcou 55 gols em 46 partidas e encerrou a temporada como artilheiro do Campeonato Alemão (34 gols), da Copa da Alemanha (seis gols) e da própria Liga dos Campeões (15 tentos em apenas dez jogos). Ele também somou nove assistências.

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O Bayern se sagrou campeão em todas as competições.

O PSG também varreu todas as competições francesas, mas isso é algo que a equipe já vem fazendo há anos – e a disputa não é lá das mais acirradas, é verdade.

Neymar, contudo, tem números mais tímidos do que Lewandowki, mas também entrou menos em campo por causa de lesões e pelo encerramento antecipado da Ligue 1. Foram 19 gols em 26 jogos, e ainda onze assistências.

Em minutos para participar do gol (que soma tanto gols quanto assistências), Neymar ainda chega próximo do polonês: 77 minutos do brasileiro contra 63 minutos de Lewandowski.

Mas não deve ser o suficiente. O ex-meio-campista do Bayern e do Palmeiras, Zé Roberto, por exemplo, acreditava que só uma final com um grande desequilíbrio poderia pesar para a eleição de Neymar. Também ex-Bayern, o brasileiro Élber ratificou: “Neymar é Neymar, mas Levandowski foi melhor em 2020”, disse.

O pentacampeão Vampeta, que já vestiu a camisa do PSG, por sua vez, afirmou que o sonho só seria realizado com o título. Como sabemos, a taça não foi para a França.

E o Barcelona, segundo a imprensa internacional, virá forte para contratar Neymar e dar um companheiro de ataque condizente com o nível do craque argentino Lionel Messi.

Sem Messi e CR7 como protagonistas

Esse ano, aliás, deve ser a primeira vez em que Messi e o português Cristiano Ronaldo poderão não figurar nem entre os três principais jogadores da temporada. O

 argentino vem de uma temporada sem títulos pelo Barcelona e de uma humilhação sofrida para o próprio Bayern, quando o clube culé foi derrotado por sonoros 8 a 2 nas quartas de final da Liga dos Campeões.

Cristiano Ronaldo teve uma temporada razoável na Juventus, que segue dominando na Itália. Mas como não houve protagonismo no campeonato europeu, em que foi derrotado pelo modesto Lyon, da França, nas quartas de final, Cristiano deve ficar para trás.

De 2008 para cá, um dos dois só não saiu como vencedor apenas em 2018. Naquele ano, o croata Luka Modric venceu a disputa com a campanha histórica da Croácia na Copa do Mundo, quando foi derrotada apenas na final pela campeã França. Parece que o bastão, a partir de 2020, começará a passar por outras mãos de maneira mais regular.