Chicão sobre surto de Covid-19 no Flamengo: 'Está colhendo o que plantou'

Ex-zagueiro do Corinthians falou à CNN que é contrário ao retorno das torcidas ao estádio; ele também defendeu mudança nos protocolos adotados pelos clubes

Da CNN
27 de setembro de 2020 às 09:53

Chicão, ex-zagueiro do Corinthians, avalia que o surto de Covid-19 no elenco do Flamengo demonstra a necessidade de reforçar os protocolos de segurança para o retorno do futebol.

Em entrevista à CNN, o ex-jogador lembrou que o clube carioca foi o principal defensor do retorno das partidas de futebol. Ao longo da última semana, o Flamengo confirmou que diversos funcionários, incluindo jogadores e membros da comissão técnica, foram diagnosticados com o novo coronavírus. No sábado (26), a Justiça suspendeu a partida prevista para este domingo (27) contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro.

"Quem quis voltar o futebol foi principalmente o Flamengo e agora está colhendo o que plantou. Se os clubes têm esse protocolo a seguir [contra a Covid-19] e está acontecendo essa pandemia entre eles, acho difícil [voltar o futebol]. Acredito que tem que continuar o futebol, já que muitos clubes pediram, mas precisa melhorar um pouco o protocolo", afirmou.

Chicão disse que é a favor dos jogadores voltarem ao campo, mas contrário à presença das torcidas nos estádios.

Chicão, ex-zagueiro do Corinthians
Chicão, ex-zagueiro do Corinthians, falou sobre a retomada do futebol e o surto de Covid-19 no Flamengo (27.set.2020)
Foto: CNN Brasil

"Sou contra [a presença de torcida], a pandemia existe, a gente vê que está aumentando essa situação, tá ficando cada dia pior. Vejo que não tem que voltar no momento. Sei que existem muitas coisas e interesses pessoais, mas acredito que não tem que voltar no momento."

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O ex-jogador também disse que muitos clubes são pressionados a entrarem em campo por causa dos contratos televisivos e publicitários.

"Quando você vai disputar um campeonato, é obrigado a entrar em campo e os clubes ficam reféns disso. Acredito que muitos clubes entraram com esse medo de uma punição maior e, de repente, ficar até fora de campeonato e não disputar no ano que vem."

(Edição: André Rigue)