Vaticano chama Maradona de 'poeta do futebol' e diz que Papa ora por ele

O Papa Francisco lembra a lenda do futebol e companheiro argentino Diego Maradona "com afeto e o mantém em suas orações", disse o Vaticano

Por Philip Pullella, da Reuters
26 de novembro de 2020 às 03:49 | Atualizado 26 de novembro de 2020 às 03:50
Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco
Foto: Guglielmo Mangiapane - 2.set.2020/ Reuters


O Papa Francisco lembra a lenda do futebol e companheiro argentino Diego Maradona "com afeto e o mantém em suas orações", disse o Vaticano nesta quarta-feira (25), dia em que o ex-jogador morreu aos 60 anos.

Na mídia oficial, a Santa Sé chamou Maradona de "poeta do futebol".

O ex-atleta argentina, que morreu na quarta-feira em sua casa na Argentina após um ataque cardíaco, se encontrou com o papa várias vezes no Vaticano depois que Francisco foi eleito em 2013 o primeiro papa da América Latina.

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“O papa foi informado da morte de Diego Maradona. Ele se lembra das vezes em que o encontrou nos últimos anos com afeto, e está se lembrando dele em suas orações, como ele fez nos últimos dias quando foi informado de sua condição", disse o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni disse.

O papa Francisco é notório fã de futebol, torcedor fanático do San Lorenzo. 

O site oficial do Vaticano News publicou uma história sobre a morte de Maradona em sua primeira página, com uma manchete chamando-o de "poeta do futebol". O texto chamo Maradona de "um jogador extraordinário, mas um homem frágil", uma referência à sua luta contra as drogas.

Maradona viajou a Roma várias vezes para participar de jogos beneficentes chamados "Partidas pela Paz", cujos lucros foram para uma instituição de caridade papal para a educação em países em desenvolvimento e para as vítimas do terremoto de 2016 na Itália central.

Certa vez, Maradona deu ao papa uma camisa assinada com uma dedicatória que dizia em espanhol: "Ao Papa Francisco, com todo o meu afeto e (votos de) muita paz no mundo".

Antes de uma partida, ele disse à Rádio Vaticano: "Acho que todos sentimos algo em nossos corações quando vemos guerras, quando vemos os mortos. Acho que esta partida vai acabar com a noção de que nós jogadores de futebol não fazemos nada pela paz. Uma bola de futebol vale mais do que 100 rifles".