Robinho é condenado por estupro coletivo em segunda instância na Itália

Tribunal confirmou a pena de 9 anos de prisão para o jogador; ele ainda pode recorrer no Supremo Tribunal

Da CNN
10 de dezembro de 2020 às 13:32 | Atualizado 10 de dezembro de 2020 às 17:20

 

O jogador Robinho foi condenado a 9 anos de prisão em segunda instância, nesta quinta-feira (10), por estupro coletivo. O julgamento ocorreu na Itália, em um colegiado formado por três juízas. Ele ainda tem um último recurso no Supremo Tribunal.

A pena foi confirmada pelo advogado do atleta.

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Robinho e outros quatro brasileiros são acusados de terem participado do estupro de uma jovem de origem albanesa em uma boate na cidade de Milão, em 2013.

Robinho teve o contrato encerrado após retorno ao Santos
Foto: Ivan Storti - 13.out.2020/Santos FC

Em nota, os advogados de Robinho disseram receber "com serenidade" a decisão da Justiça italiana, e disseram estar "confiantes na inocência do jogador". A defesa também informou que "interporá recurso à Suprema Corte de Cassação, para que possa restituir a Justiça ao profissional e à sua pessoa" (leia a íntegra no final do texto).

Em entrevista para a CNN, o professor e jurista Wálter Maierovitch comentou a decisão. "Todos os magistrados condenaram o Robinho, e todos analisando profundamente a prova. Eu acho que o caso do Robinho gerou uma condenação em razão da investigação e de um modelo que não é adotado do Brasil. O que aconteceu após o crime, a polícia fez uma escuta que foi colocada no automóvel, e em conversa com um acompanhante, fez relatos do que tinha acontecido, ou seja, confessou ter mantido, na voz dele, relação com uma pessoa completamente embriagada".

Íntegra 

"NOTA À IMPRENSA

Foi realizado hoje, pela Corte de Apelação de Milão, o julgamento em segunda instância de Robson de Souza (Robinho).A defesa do jogador recebe com serenidade a decisão não definitiva da Justiça italiana, porém confiante na inocência do jogador, informa que oportunamente interporá recurso à Suprema Corte de Cassação, para que possa restituir a Justiça ao profissional e à sua pessoa.

Esclarece ainda que, no exercício da ampla defesa, foram apresentadas novas provas que contribuem ainda mais para a comprovação da inocência de Robinho, entendendo-se que essa inocência já estava claramente evidenciada nos autos desde a primeira instância de julgamento.

A defesa está convencida de que, neste como em muitos processos deste tipo, o perigo real é confundir direito com moral, em detrimento, sobretudo, da liberdade sexual das pessoas e, em particular, das mulheres.

Por fim, considerando que a motivação do acórdão da Corte de Apelação não foi divulgada e o será no prazo de noventa dias, e com a firme convicção de que a justiça se faz nos tribunais e não nos meios de comunicação, a defesa não se manifestará sobre a decisão hoje proferida.São Paulo, 10 de dezembro de 2020.

Avv. Alexander Guttieres
Avv. Franco Moretti
Adv. Marisa Alija Ramos
Adv. Luciano Santoro"

(Publicado por: André Rigue)