Após casos de racismo, Conmebol endurece sanções contra discriminações em campo

Pelo menos cinco casos de discriminação racial foram registrados no mês passado em jogos pela Libertadores da América; Em um deles, o River Plate foi multado em US$ 30 mil

Torcedores palmeirenses flagraram ofensas racistas de um torcedor do Emelec. Nas imagens que circulam nas redes sociais, ele chama os brasileiros, repetidamente, de "macacos" e ainda ri junto com outros torcedores.
Torcedores palmeirenses flagraram ofensas racistas de um torcedor do Emelec. Nas imagens que circulam nas redes sociais, ele chama os brasileiros, repetidamente, de "macacos" e ainda ri junto com outros torcedores. Reprodução / Redes Sociais

Elis BarretoLucas Janoneda CNN

Rio de Janeiro

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Após cinco casos de racismo em jogos da Copa Libertadores da América, a Conmebol endureceu as sanções contra atos de discriminação em todas as competições da entidade “por motivação de cor de pele, raça, sexo ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem”.

Segundo a Confederção, a multa mínima a ser aplicada a clubes ou associação em que o torcedor infringir a regra, passa a ser de US$ 100 mil –  anteriormente era de US$ 30 mil.

Outro ponto alterado pela Conmebol, é que o órgão judicial competente para julgar os casos poderá impor a pena de o clube jogar um ou várias partidas sem torcida, ou até o fechamento parcial do estádio do clube.

Somente no último mês, cinco casos de racismo foram registrados em jogos válidos pela Libertadores da América. Todas as ocorrências foram em partidas de clubes brasileiros: Flamengo, Corinthians, Bragantino, Palmeiras e Fortaleza, único caso julgado até o momento.

Em partida válida pela fase de grupos da Libertadores, um torcedor do time River Plate jogou uma banana na direção da torcida do Fortaleza no último dia 13 de abril. A Conmebol multou o clube argentino em US$ 30 mil, quase R$ 150 mil.

Além disso, o torcedor que cometeu a injúria foi suspenso por seis meses do estádio e terá que fazer um curso de conscientização.

No dia 26 de abril, foram dois casos. Em São Paulo, um torcedor do Boca Juniors foi detido dentro do estádio do Corinthians após fazer gestos imitando um macaco para a torcida adversária. Ele foi solto após pagamento de fiança.

O outro caso aconteceu na Argentina, com torcedores do Estudiantes de La Plata imitando o som de macacos em direção a torcedores do Red Bull Bragantino.

Na partida entre Emelec e Palmeiras, na quarta-feira (27), um torcedor do clube equatoriano também foi flagrado fazendo ofensas racistas contra um grupo de alviverdes.

Já no dia 28 de abril, torcedores do Universidad Católica, do Chile, imitaram macacos em provocações aos torcedores do Flamengo. As imagens foram compartilhadas em vídeos que circulam pela internet. Em nota divulgada em uma rede social, o Flamengo lamentou o ocorrido e marcou o perfil da Conmebol cobrando respostas.

A CNN apurou que sobre os quatro casos de racismo nos jogos de Flamengo, Corinthians, Bragantino e Palmeiras, a Conmebol instaurou, no dia 29 de abril, através da Unidade Disciplinar da entidade, investigações internas e aguarda as decisões.

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