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    Culpados por doping de patinadora russa devem ser banidos do esporte, diz Wada

    Presidente da Agência Mundial Antidoping falou sobre o caso; Valieva foi reprovada em teste em dezembro, antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim

    Patinadora russa Kamila Valieva treina durante a Olimpíada de Inverno Pequim 2022
    Patinadora russa Kamila Valieva treina durante a Olimpíada de Inverno Pequim 2022 11/02/2022 REUTERS/Evgenia Novozhenina

    Iain AxonSteve Keatingda Reuters

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    O presidente da Agência Mundial Antidoping (Wada), Witold Banka, defendeu que as autoridades russas mudem a cultura de doping do país e conduzam uma investigação completa sobre as pessoas do entorno da patinadora artística Kamila Valieva, com os culpados pelo caso que a envolve sendo banidos do esporte por toda vida.

    A prodígio de 15 anos foi liberada nesta segunda-feira (14) pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) para competir em seu próximo evento na Olimpíada de Inverno de Pequim após um teste antidoping ter dado positivo em dezembro do ano passado, embora a CAS não tenha se pronunciado sobre este caso em si.

    “O doping de crianças é mau e imperdoável, e os médicos, treinadores e outros dirigentes que forneceram drogas para melhorar o desempenho de menores devem ser banidos para sempre, e, pessoalmente, também acho que eles deveriam estar na prisão”, disse Banka à Reuters nesta segunda-feira.

    O caso está agora nas mãos da Agência Antidoping Russa (Rusada), que deve marcar uma audiência para decidir sobre o destino de Valieva, a favorita para a competição feminina individual da patinação em Pequim.

    Se a Wada não ficar satisfeita com o relatório da Rusada, ela pode recorrer à CAS, que é o mais alto tribunal do esporte.

    “Exigimos que a Rusada conclua uma forte investigação sobre o entorno (de Valieva). Também analisaremos isso e garantiremos que uma investigação adequada seja realizada”, afirmou Banka.

    A Rusada retirou a suspensão provisória de Valieva depois que ela foi notificada de seu teste positivo para uma droga para o coração proibida para atletas, em 8 de fevereiro –mais de seis semanas após a coleta da amostra.

    A CAS rejeitou um recurso do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Wada e da União Internacional de Patinação (ISU) para restabelecer a suspensão.

    Uma das razões que a CAS deu para sua decisão foi que Valieva é menor de idade e impedi-la de competir em Pequim, depois que ela ajudou o Comitê Olímpico Russo (ROC) a vencer o evento por equipes na segunda-feira passada, teria causado “dano irreparável” a ela.

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