Djokovic é incluído em sorteio do Aberto da Austrália, mas aguarda decisão sobre visto

Ministro da Imigração australiano ameaça exercer seu poder discricionário para revogar o visto do tenista por preocupação com isenção médica da obrigatoriedade da vacina contra Covid-19

Djokovic no Aberto da Austrália, em 2019.
Djokovic no Aberto da Austrália, em 2019. Reuters/Lucy Nicholson

Ian RansomSonali Paulda Reuters

em São Paulo

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Número 1 do mundo do tênis masculino, Novak Djokovic foi incluído no sorteio oficial do Aberto da Austrália nesta quinta-feira (13), embora a incerteza ainda paire sobre sua participação até que o governo decida se irá cancelar o visto do cabeça de chave pela segunda vez.

O ministro da Imigração Alex Hawke ameaça exercer seu poder discricionário para revogar o visto de Djokovic por preocupação com a sua isenção médica dos requisitos de vacinação contra Covid-19 vigentes na Austrália.

O atual campeão de 34 anos, que treinou na Rod Laver Arena nesta quinta, foi sorteado com o sérvio Miomir Kecmanovic para a partida de abertura, que deve ser disputada na segunda ou terça-feira da semana que vem.

A organização do Aberto da Austrália adiou o sorteio oficial por mais de uma hora, sem dizer o motivo.

A controvérsia envolvendo Djokovic intensificou o debate global sobre os direitos dos não vacinados e se tornou uma questão política complicada para o primeiro-ministro Scott Morrison em sua campanha pela reeleição.

A Austrália deve realizar eleições em maio e, embora o governo de Morrison tenha conquistado apoio em casa por sua postura dura em relação à segurança das fronteiras antes e durante a pandemia, não escapou das críticas sobre o manuseio incorreto do visto de Djokovic.

Djokovic, um cético da vacina, alimentou uma raiva generalizada na Austrália quando anunciou que estava indo para Melbourne com isenção médica da obrigação para visitantes de estarem vacinados contra a Covid-19.

Na chegada, a Força de Fronteira Australiana decidiu que sua isenção era inválida e ele foi mantido ao lado de requerentes de asilo em um hotel de detenção de imigração por vários dias.

Na segunda-feira, um tribunal permitiu que ele ficasse no país alegando que as autoridades foram “irracionais” em sua entrevista interrogatória em um processo de sete horas no meio da noite.

O governo agora deve decidir se deixa Djokovic permanecer e concorrer a um possível recorde de 21 vitórias em Grand Slams.

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