Nos pênaltis, Itália é campeã da Euro e supera trauma de não ir à Copa de 2018

Com derrota em casa, Inglaterra segue com jejum de títulos de peso que já dura mais de 55 anos, disparado o maior entre campeões mundiais

Daniel Tozzi e Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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Três anos depois de ser obrigada a assistir de casa a Copa do Mundo de 2018, a seleção da Itália deu a volta por cima ao bater a Inglaterra em pleno Estádio de Wembley, faturando a Eurocopa de 2021.

As duas equipes entraram em campo pressionadas. Os italianos, além de não terem se classificado para ir à Rússia em 2018, ainda amargavam um jejum de 53 anos sem vencer a Eurocopa. Com o bicampeonato, igualam-se à França, com dois títulos. Alemanha e Espanha venceram a competição três vezes.

A conquista da Eurocopa coroa um processo de reconstrução da Azzurra iniciado em 2018 sob o comando do técnico Roberto Mancini, que resultou em um futebol vistoso apresentado ao longo da competição.

Em um encontro de gerações, o ex-volante Daniele De Rossi, um dos ídolos da conquista da Copa de 2006, foi chamado para compor a comissão técnica liderada por Mancini como auxiliar.

Depois da frustração do quase, a Inglaterra segue sendo, de longe, a seleção entre as campeãs mundiais que amarga o jejum mais longo de conquistas. Desde 1966, quando os ingleses venceram a Copa do Mundo em casa, nenhum título de expressão foi conquistado.

Seleção da Itália comemora título da Eurocopa
Seleção da Itália comemora título da Eurocopa
Foto: Catherine Ivill/UEFA via Getty Images

 

Gols no começo e no fim

Quando Luke Shaw abriu o placar aos dois minutos do primeiro tempo, a Inglaterra viu o fim da longa fila de conquistas de peso no futebol mundial mais perto do que nunca.

A água no chope dos ingleses veio dos pés do zagueiro Luigi Bonucci, que empatou para a Itália em um bate-rebate na área quando faltavam apenas dez minutos para o fim do tempo regulamentar.

O empate italiano era merecido. Se a Inglaterra começou com tudo, a equipe do técnico Gareth Southgate pisou no freio e se limitou a tentar manter o resultado ao longo do restante da partida.  Já a Itália foi com fome de jogo e manteve a posse de bola no decorrer do confronto. 

A conquista da seleção italiana também é, de alguma forma, uma conquista brasileira. A equipe teve em campo durante os 120 minutos um atleta nascidos no Brasil, o volante Jorginho, que por sinal bateu o pênalti decisivo nas semifinais. 

Durante a maior parte da partida, Mancini ainda contou com o lateral-esquerdo Emerson em campo e mais uma opção brasiliana no banco de reservas, o zagueiro Rafael Tolói.

Itália 1 x 1 Inglaterra

Pênaltis: Itália 3 x 2 Inglaterra

Local: Wembley Stadium, em Londres

Gols: Shaw (Ing) e Bonnucci (Ita)

Itália – Donnarumma; Di Lorenzo, Bonucci, Chiellini e Emerson; Jorginho, Barella (Cristante) e Verratti (Locatelli); Chiesa (Bernardeschi), Immobile (Berardi) e Insigne (Belotti). Técnico: Roberto Mancini

Inglaterra – Pickford; Walker, Stones e Maguire; Trippier (Saka), Phillips, Rice (Henderson), Mount (Grealish) e Shaw; Sterling e Harry Kane. Técnico: Gareth Southgate

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