Paralimpíadas: ‘Treinei na garagem de casa durante a pandemia’, diz medalhista na esgrima

Contando Olimpíadas e Jogos Paralímpicos, Jovane Guissone é o único brasileiro a subir no pódio nessa modalidade

Produzido por Bruno Oliveirada CNN

em São Paulo

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Jovane Guissone foi medalhista de prata na esgrima em cadeiras de rodas nas Paralímpiadas de Tóquio. Contando Olimpíadas e Jogos Paralímpicos, ele é o único brasileiro a subir no pódio nessa modalidade.

À CNN, Jovane revelou que treinou em casa durante a pandemia de Covid-19 para competir este ano. “Eu voltei da Copa do Mundo [de esgrima] em fevereiro, onde fui campeão na Hungria, e logo em seguida já começou a pandemia. O clube onde a gente treina fechou, e acabamos tudo na garagem da minha casa. Meu treinador ia até lá para me dar aula e jogar comigo. Também tive que adaptar os treinos físicos, a gente se virava como podia, em casa mesmo”, contou.

Em 2004, o paratleta sofreu um assalto e levou um tiro, o que acabou o deixando na cadeira de rodas. Nos anos seguintes, juntamente com a fisioterapia, jogava basquete em cadeiras de rodas, e logo foi apresentado à esgrima. 

“Fui até Porto Alegre conhecer [o esporte] e comecei a prática esportiva de esgrima. Logo comecei a ter oportunidades de viajar, fazer minha primeira Copa Internacional e, em 2011, conquistei minha a primeira medalha da história no Canadá”, disse Jovane.

Sobre Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, o paratleta afirmou estar “muito feliz” com o resultado conquistado. “Em Londres-2012, eu conquistei a medalha de ouro. Eu treinei bastante para chegar no Japão e conquistar uma medalha de novo, e graças a Deus deu tudo certo.”

 

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