Presidente da Chapecoense diz que seguradora não cumpriu o acordo de indenização

Pagamentos de R$ 250 mil mensais foram prometidos, divididos entre todos os processos

Sede administrativa da Chapecoense
Sede administrativa da Chapecoense Divulgação

João Victor Soaresda CNN*

Em Brasília

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A CPI da Chapecoense, que busca soluções para indenizar as famílias das vítimas do acidente aéreo com a Associação Chapecoense de Futebol ouviu Plínio David de Nes Filho, ex-presidente do clube, Nei Roque Mohr, presidente da Chapecoense e Antônio Carlos Ferreira, vice-presidente de logística da Caixa Econômica Federal, nesta quinta-feira (17).

Durante a CPI, Nei Roque Mohr, atual presidente do clube, disse que está fazendo o possível para resolver a situação, e que indenizar os familiares das vítimas é uma das prioridades do clube, mas que a seguradora Tokio Marine não está cumprindo com os acordos estabelecidos.

“Até hoje não recebemos apoio financeiro em relação ao acidente. A Chapecoense quer honrar todos os compromissos Mas para que isso aconteça, precisamos nos organizar, pois o orçamento é limitado e não comporta o que se deve”, afirmou Nei Roque.

Já Antônio Carlos foi convidado para esclarecer um contrato no ramo de seguros residenciais realizado com a Tokio Marine, responsável por indenizar as famílias das vítimas, celebrado mesmo após as acusações sobre a empresa não cumprir acordos indenizatórios.

Ao ser questionado pelos senadores sobre esse contrato, o vice-presidente do banco disse que se solidariza com as famílias das vítimas, e que a instituição está seguindo todas as regras de governança no fechamento de contratos.

“No contrato com a Tokio Marine, todas as diligências de governança foram cumpridas. Sobre o não cumprimento dos acordos com as famílias, a Caixa não tem nenhuma conexão com os contratos de seguros e resseguros em questão, desconhece os termos e condições desse instrumento ou de qualquer acordo comercial firmado entre as empresas envolvidas,” completou Antônio Carlos.

Na próxima quinta-feira (24), a CPI da Chapecoense deve ouvir José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine Seguradora, e Joaquim Silva e Luna, Presidente da Petrobras, para que concedam explicações sobre as garantias oferecidas para as famílias após os contratos com a seguradora e com a corretora.

*Com supervisão de Gabrielle Varela

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