Ruth de Souza, campeã mundial de basquete em 1994, morre de Covid-19

Ex-atleta, que fez parte de uma das gerações mais vitoriosas do basquete feminino do Brasil, estava internada em Três Lagos (MS) desde o fim de março

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo

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Ruth de Souza, campeã mundial de basquete em 1994, morreu nesta terça-feira (13), aos 52 anos, em decorrência de complicações da Covid-19. Ela estava internada desde o fim de março em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.

A notícia foi confirmada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB), em nota publicada em seu site.

“Nesta terça-feira, 13 de abril, às 6h30 da manhã, perdemos nossa ídola. Ruth Roberta de Souza nos deixou aos 52 anos, por complicações da Covid-19. Ruth estava internada desde o início do mês, chegou a apresentar um quadro de melhora, mas suas funções vitais pioraram nos últimos dias”, diz o texto da CBB.

Ruth fez parte de uma das gerações mais vitoriosas do basquete feminino do Brasil. Ela estava na equipe que foi campeã dos Jogos Pan-Americanos de 1991, em Havana, ao lado de jogadoras como Magic Paula e Hortência.

Também fez parte da equipe campeã Mundial em 1994, na Austrália, quando a seleção brasileira derrotou os Estados Unidos na semifinal e superou a China na decisão. Disputou ainda as Olimpíadas de 1992, em Barcelona, a primeira da seleção feminina.

Após encerrar a carreira no basquete, Ruth passou a ser técnica na sua cidade, em Três Lagoas, no Mato Grosso o Sul. Antes da pandemia, participou de uma reunião com todas as jogadoras campeãs mundiais de 1994, em evento no interior de São Paulo.

Fidel Castro cumprimenta Ruth de Souza após conquista do Pan de 1991
Fidel Castro cumprimenta Ruth de Souza após conquista do Pan-Americano de 1991
Foto: Divulgação/Confederação Brasileira de Basquete

Vice-presidente da CBB, Paula Gonçalves, a Magic Paula, lamentou a morte da ex-companheira de seleção.

“Perdi uma amiga, com uma história de vida de muitos desafios, mas que jamais perdeu sua doçura, sempre com seu jeito humilde e eficiente na convivência em grupo. Dia muito triste para mim. Ruth fazia parte da minha família e era sempre recebida com carinho, como merecia. Que ela faça esta passagem com muita luz”, disse.

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